As mensagens de texto via telemóvel estão proibidas em Moçambique. As autoridades daquele país deram ordem aos operadores de telecomunicações para bloquear o envio de SMS, numa decisão que, segundo a imprensa local, está relacionada com as manifestações do início do mês, contra o aumento generalizado dos preços, que fizeram vítimas mortais.

As manifestações foram convocadas por SMS e acabaram por degenerar em confrontos que resultaram em 13 mortos.

A informação, veiculada pelo jornal independente Mediafax, e citada pelo Diário de Notícias, avança que o Instituto Nacional das Telecomunicações de Moçambique enviou, há uma semana, uma mensagem ao operador público mCel e à empresa privada Vodacom para lhes ordenar a suspensão do serviço de SMS.

O Ministério das Comunicações moçambicano negou tal ocorrência, mas o jornal garante que "as duas operadoras obedeceram às instruções porque foram apresentadas como uma ordem do Governo por motivos de segurança nacional".

Ao que tudo indica, entre segunda-feira e quinta-feira passadas, um número elevado de utilizadores de telemóvel queixou-se de que não conseguia receber ou enviar SMS, uma situação que as operadoras procuraram justificar com um "problema técnico".

Esta justificação não convenceu o Instituto para a Liberdade de Expressão, uma Organização não Governamental sul-africana, que já se insurgiu contra o ocorrido, classificando-o de "violação dos direitos dos moçambicanos".

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