A OniWay prepara-se para propor à Anacom a partilha da futura rede de terceira geração (UMTS) entre os quatro operadores móveis nas zonas de menor densidade populacional de Portugal.



Segundo o noticiado pelo edição de hoje do jornal Público, a operadora da ONI poderá vir a poupar até 75 milhões de euros se a entidade reguladora do sector aceitar a proposta, já que não será obrigada a instalar as três mil estações-base de UMTS com que se propôs cobrir a totalidade do território nacional.



A ideia avançada pela OniWay é que cada operador instale rede própria numa área correspondente a 25 por cento do total das zonas não urbanas, fornecendo roaming aos concorrentes. "Se cada um dos operadores fizesse isso, as zonas menos rentáveis ficariam integralmente cobertas por UMTS sem que fosse necessário um grande esforço financeiro por parte das empresas", afirmou ao Público António Vidigal, presidente da OniWay, ontem durante um teste à rede realizado em Lisboa.



O responsável da OniWay acrescentou que não vê necessidade em pedir o alargamento do prazo para o arranque do UMTS se a Anacom autorizar esta ou outras formas de partilha dos investimentos entre os operadores licenciados.



Recorde-se que, face à situação económica que está a afectar as empresas de telecomunicações, a Comissão Europeia já autorizou alguns acordos de partilha de redes e tem vindo mesmo a promover este tipo de iniciativas.



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