Os mais recentes dados da Anacom revelam que as medidas excecionais associadas à pandemia de COVID-19 traduziram-se num crescimento significativo do tráfego mensal do serviço móvel e da duração média das chamadas no final do primeiro semestre deste ano. O tráfego de voz móvel aumentou 17% face ao mesmo período no ano passado, atingindo 16,7 mil milhões de minutos.

A entidade reguladora explica que as alterações nos padrões de consumo tiveram um forte impacto no número de minutos de conversação por acesso de voz móvel: em média, 238 por mês. O valor representa mais 36 minutos no período homólogo em 2019. A duração média das chamadas atingiu um máximo histórico de 203 segundos por chamada, mais 41 segundos do que no primeiro semestre do ano passado, sendo o valor mais alto registado até à data.

Por tipo de chamada, verificou-se um aumento de 24,9% no tráfego off-net e um de 12,5% no on-net. Registaram-se ainda aumentos significativos no tráfego móvel-fixo, com mais 20%, e com destino a números curtos e não geográficos, mais 20,3%. Por outro lado, o tráfego com destino a redes internacionais apresentou uma queda de 14,6% em relação ao mesmo período no ano passado.

No final do primeiro semestre de 2020, a penetração do serviço móvel ascendeu a 164 por 100 habitantes. Excluindo os acessos machine-to-machine, a taxa de penetração seria de 117. Se não fossem considerados os acesos realizados através de serviços de dados e acesso à Internet, o valor seria de 112 por 100 habitantes. A penetração de acessos móveis comercializados em pacote com serviços prestados em local fixo foi de 45,4 por 100 habitantes.

Já o tráfego de Internet em banda larga móvel aumentou 33,9% face a 2019, devido à pandemia de COVID-19. De acordo com a Anacom, o tráfego médio mensal por utilizador aumentou 28,9% em comparação com o período homólogo.

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Cada utilizador consumiu, em média, 4,5 GB por mês. Recorde-se que as três maiores operadoras do país ofereceram aos seus clientes 10 GB de dados móveis no início do período em que vigorou o estado de emergência.

Dos 16,9 milhões de acessos móveis habilitados, a Anacom detalha que 12 milhões foram efetivamente utilizados. Fora do número de acessos realizados através do PC, tablet, pen ou router, os acessos móveis ascenderam aos 11,5 milhões.

A penetração da Internet móvel foi de 76,4 por 100 habitantes, apresentando uma pequena subida de 0,5% em relação a 2019. O número de utilizadores efetivos do serviço móvel de acesso à Internet fixou-se em 7,9 milhões, continuando a tendência de desaceleração que se iniciou em 2017.

O tráfego de roaming registou um decréscimo face a 2019. Neste âmbito, o tráfego de Internet destaca-se por registar, pela primeira vez desde 2010, taxas de crescimento negativas: menos 27,5% no caso do roaming in e menos 7,2% no roaming out. Os valores resultam da quebra de viagens internacionais decorrente da crise de saúde pública.

Ao longo do primeiro semestre, a MEO foi a operadora com a quota mais elevada dos acessos móveis, com 41%. Segue-se a Vodafone, com 30,1%, e a NOS, com 26,2%. Em relação ao mesmo período em 2019, a quota da NOS aumentou 1,2% e as da MEO e da Vodafone apresentaram uma diminuição na ordem dos 1,2% e 0,1%.

No que toca às quotas de subscritores de acesso à Internet em banda móvel, a da MEO foi de 38,3%, seguindo-se a Vodafone, com 29,9%, e a NOS, com 29,6%. A Anacom avança que a NOS tem a quota mais elevada de tráfego de Internet em banda larga, com 46,2%, representando um aumento de 5,2% face ao ano passado. Já a MEO e a Vodafone apresentaram quotas de 27,1% e 26,3%, registando uma diminuição de 4,1% e de 1,2% em relação a 2019.

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