Um estudo encomendado pela Apritel revela que a satisfação dos portugueses com os serviços de telecomunicações compara negativamente com a média europeia. Se no móvel 59 por cento dos portugueses se mostram satisfeitos ou muito satisfeitos com o seu operador ou com a qualidade de serviço, nas restantes componentes das ofertas de telecomunicações os números são menos positivos.



No que se refere à telefonia fixa 45 por cento dos portugueses dizem-se satisfeitos ou muito satisfeitos, mas um quinto dos inquiridos mostram-se muito insatisfeitos, acumulando a maior taxa de respostas abaixo da primeira metade da tabela classificativa (4) da pesquisa, que pedia aos inquiridos para classificarem a sua satisfação entre 1 e 8.



A televisão por subscrição, por seu lado, obtém a percentagem mais baixa de satisfação do trabalho com apenas 36 por cento dos inquiridos a considerarem que estão satisfeitos ou muito satisfeitos com este serviço e outros 16 por cento a mostrarem-se insatisfeitos.



Numa comparação com a média europeia, a taxa de satisfação dos clientes portugueses com os seus serviços de telecomunicações é de 45 por cento, contra 46 por cento. Embora em cima da média, numa análise global, uma observação dos dados obtidos por tipo de serviço revela que apenas no móvel os valores obtidos em Portugal ficam acima da média europeia (59%-50%), nos restantes serviços os números revelam sempre valores abaixo da média.



No que se refere à insatisfação com os serviços, Portugal alinha com a média europeia, em termos globais, mas ultrapassa-a no que diz respeito aos serviços de acesso à Internet e telefone fixo. Curiosamente, na TV por subscrição - que reunia os piores valores restringindo a análise ao nível local - a insatisfação registada com Portugal é bem menor que a verificada em termos médios na UE (16%/22%).



A Apritel comenta os dados considerando-os "preocupantes" e acrescentando que são um sinal de falta de concorrência no sector.



Separação das redes e TDT na agenda da Apritel para os próximos dois anos



Hoje a Apritel nomeou a nova direcção para o biénio 2007-2008, mantendo fora da cúpula a PT e reunindo a generalidade das restantes empresas do sector representadas. Luís Reis, em representação da Optimus, assume a liderança do organismo que ao longo do próximo mandato recupera alguns pontos da agenda de trabalhos da direcção anterior, mas também introduz algumas novidades.



As redes de próxima geração são um dos novos temas em agenda, com o objectivo de "propor uma solução que compatibilize interesses e mantenha a concorrência". Também a televisão digital terrestre passa a integrar a agenda do organismo, que promete manter-se vigilante relativamente às condições do concurso que deverá ser lançado ainda este ano.



Do mandato anterior transitam preocupações ao nível da separação da rede de cabo, separação vertical da rede de cobre, oferta de referência e taxas municipais de direitos de passagem (uma área onde já foi elaborada uma proposta legislativa de simplificação e entregue ao governo, que ainda não lhe deu seguimento).



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