As soluções fixas de acesso à Internet estão em 70,8% dos lares portugueses e os serviços móveis chegam a 59,1% das famílias através de soluções baseadas em telemóveis e a 19,8% dos lares através de placa ou pen. Em 69% dos lares com Internet os portugueses usam serviços fixos e móveis de forma complementar e há ainda 11,8% da população que só usa Internet gratuita, fora de casa.

Os dados são revelados num estudo encomendado pela Anacom, que avalia se os serviços de Internet fixa e móvel são complementares ou se se substituem, para concluir que à data de hoje a primeira opção domina, embora num prazo relativamente curto esse equilíbrio possa alterar-se. A maioria dos portugueses usa Internet fixa e móvel e não tem planos para deixar de usar nenhum dos dois serviços, embora esteja mais preocupado com a disponibilidade constante de uma ligação que lhe dê condições para realizar as tarefas que precisa, do que com as caraterísticas técnicas dos serviços. 

 

Os pacotes que agregam vários serviços dominam cada vez mais. Entre os utilizadores de Internet, 67,8% tiram partido de serviços agregados em pacotes, o que lhes garante mais do que um tipo de acesso a serviços online e mais de 60% dos inquiridos não têm planos para mudar essa situação e para passar a privilegiar apenas um tipo de acesso.    

A pesquisa identifica uma forte correlação entre serviços de TV paga (usados por 89% da população) e serviços de Internet fixa. “O serviço de televisão por subscrição desempenha papel fundamental nos comportamentos, utilização de Internet e respetivas formas de acesso”, referiram os autores da pesquisa num workshop esta terça-feira à tarde.

O trabalho do Instituto de Marketing Research também mostra que em casa os utilizadores identificam com alguma facilidade o tipo de ligação que estão a utilizar, mas na rua têm mais dificuldade em perceber se o Wi-Fi é uma ligação fixa ou móvel. Essa dificuldade foi percecionada junto de 30% dos cinco mil inquiridos e deixa claro que para uma parte significativa dos internautas o mais importante é estar sempre ligado, independente da tecnologia de suporte. Mais de 90% dos que responderam dizem que precisam de estar ligados à Internet fora de casa.  

Em casa a Internet fixa tem predominância, embora a maior parte dos dispositivos onde corre sejam móveis. Mesmo assim, o acesso à Internet móvel a partir de casa está a crescer e hoje é uma realidade para 42,1% dos utilizadores. 

Em casa os portugueses têm uma média de 2,9 equipamentos eletrónicos conectados. O computador ainda é o equipamento dominante, estando presente em 84,3% dos lares, mas não é o mais representativo. Essa posição cabe aos smartphones, presentes em 83,7% dos lares, mas com uma média de 2,2 equipamentos por casa, conclui o estudo. O computador fixo tem perdido relevância e está apenas em 36,2% dos lares inquiridos, com uma presença menos relevante que a dos tablets, que estão já em 47,5% dos lares, 1,4 equipamentos por casa.       

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