À semelhança do sucedido em anos anteriores, a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) realizou o estudo da aferição da qualidade das redes móveis em Portugal. Este revela que a cobertura ainda não é homogénea em todo o território, que a acessibilidade mantém um elevado nível de desempenho e que a qualidade áudio apresenta níveis aceitáveis em 99,4 por cento das chamadas de teste.



O primeiro dos três indicadores observados, a cobertura, equivalente ao vulgarmente designado por "rede", não é ainda homogénea em todo o território nacional, assegura a Anacom. Embora apresente níveis satisfatórios no Continente e na Região Autónoma da Madeira, nos Açores regista-se uma boa cobertura nas zonas urbanas e insuficiente ou inexistente nas zonas menos densamente povoadas e eixos rodoviários. Os resultados do estudo revelam inclusive que a Optimus não marca presença nas ilhas das Flores, Corvo, Santa Maria e Graciosa.



Entre 28 de Fevereiro e 20 de Junho de 2002, período de tempo em que decorreu a análise da Anacom, a acessibilidade, ou a capacidade de estabelecimento e manutenção das chamadas, manteve, segundo o regulador, um "elevado nível de desempenho para este tipo de redes", apesar do aumento do número de utilizadores verificado nos últimos anos. Em todo o território nacional, cerca de 95 por cento das chamadas de teste efectuadas foram estabelecidas com sucesso e mantidas de forma adequada durante o tempo pré-estabelecido, indica a Anacom.



Tal como sucedeu com a cobertura, também se registam diferenças de desempenho entre o Continente e as Regiões Autónomas no que diz respeito à acessibilidade. No Continente, o índice de chamadas iniciadas e terminadas normalmente ultrapassa os 95 por cento, tanto nas cidades como nos eixos rodoviários, enquanto nos Açores e na Madeira verificaram-se diferenças entre as duas zonas. Nas cidades os valores obtidos são muito bons - 97 por cento na Madeira e 99 por cento nos Açores - nos eixos rodoviários as chamadas terminadas normalmente ascendem a 93 por cento na Madeira e não ultrapassam os 71 por cento nos Açores.



Já diagnosticada em 2001, a situação observada nos Açores, deve-se, segundo à Anacom, à existência de zonas não cobertas pelas redes de alguns operadores, "evidenciando a necessidade de esforço adicional de investimento, numa perspectiva de suprimento das deficiências", refere o regulador.



O terceiro estudo da aferição da qualidade das redes móveis em Portugal revela ainda que o áudio, indicador que mede a perceptibilidade das conversações, apresentou níveis bons ou aceitáveis em 99,4 por cento das chamadas de teste realizadas e níveis pobres ou maus em 0,6 por cento dessas ligações.



As recolhas de dados foram efectuadas entre 28 de Fevereiro e 20 de Junho de 2002, com a realização de 50 mil chamadas em 30 cidades e 10 eixos rodoviários do Continente, incluindo também as ilhas dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.



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