A Tele2 anunciou hoje uma nova oferta ADSL baseada em rede própria que se apresenta como a mais barata do mercado, a partir de 18,95 euros. A oferta está disponível a partir de hoje para 85 por cento dos residentes na zona de Lisboa e Porto e para 45 por cento do resto da população, com destaque para as capitais de distrito, num total de 120 centrais telefónicas cobertas.



Até 2009, a Tele2 pretende alargar a sua cobertura mantendo até essa altura o plano de investimentos de 100 milhões de euros que no retorno deverá permitir captar 15 por cento do mercado ADSL e 250 mil clientes em acesso directo, aponta Ignacio de Montis responsável pela operação portuguesa.



A Tele2 lembra que no final de 2006 40,1 por cento dos lares portugueses já estavam ligados à Internet e que 49,4 por cento desses lares já usufruíam de serviços de banda larga, considerando que há ainda uma larga fatia de clientes por captar. Quer sejam novos clientes da tecnologia quer, principalmente, actuais clientes da PT que concentra a liderança do mercado e o preço de oferta mais elevada (40,31 euros se somarmos a mensalidade do serviço ADSL com a assinatura telefónica mensal, lembra a Tele2).



A Tele2 entra no ADSL, de serviço directo, com duas ofertas. Um pacote de 2 megas com uma mensalidade de 18,95 euros e 50 gigas de tráfego incluído; e um segundo pacote que tem uma mensalidade de 29,90 euros para uma largura de banda de 12 megas e tráfego ilimitado. Ambas as ofertas incluem telefonia fixa sem assinatura mensal.



A médio prazo a Tele2 pretende chegar a 200 centrais telefónicas estendendo a cobertura da sua oferta. O break even financeiro do investimento de 100 milhões de euros, que suporta o projecto a três anos (2006-2009), deverá ser obtido num prazo de cinco anos.



Ao nível da regulação a empresa defende a rápida extensão das centrais abrangidas pela ORALL, considerando que actualmente apenas metade das centrais estão abertas aos operadores alternativos pelo que é urgente aumentar esse número.



Entre as centrais já desagregadas a empresa pede a rápida resolução dos constrangimentos de espaço, energia, cablagem ou outros que na prática continuam a impedir a entrada dos operadores alternativos.



O avanço para uma infra-estrutura própria, três anos depois da chegada a Portugal, é explicado pela Tele2 como o passo lógico na sua operação nacional, que tem vindo a cumprir todas as metas traçadas. Nomeadamente, ao atingir o break even e uma importante quota de mercado entre os operadores alternativos (15 por cento do total do mercado). Esta quota correspondia no final de 2006 a 400 mil clientes.



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