Termina esta sexta-feira, 18 de dezembro, o processo de migração do TDT, libertando o espectro da faixa dos 700 MHz para utilização na rede 5G. Os trabalhos terminaram em Portugal Continental no dia 7 de dezembro, em Alenquer, e hoje ficam concluídos na Madeira. Segundo João Cadete de Matos, durante uma audição na Comissão Parlamentar pedida pelo CDS-PP, nesta terça-feira, a Anacom recebeu mais de 105 mil chamadas de apoio, 5.000 das quais para ajudar a fazer as suas sintonias.

Coincidindo com o fim do processo de migração, o Governo aprovou ontem, em Conselhos de Ministros, a resolução que alarga a rede de Televisão Digital Terrestre. Vão ser incluídos dois novos serviços de programas, para além dos canais já oferecidos atualmente, ambos da RTP. São eles a RTP África e ainda um novo serviço de programas dedicado ao conhecimento. Passam assim para um total de nove os canais disponíveis na plataforma de acesso livre e gratuito.

Atualmente, a TDT tem disponíveis setes canais: RTP 1, RTP 2, RTP 3, RTP Memória, SIC, TVI e  Canal Parlamento. O alargamento da oferta dos canais na rede é um assunto que tem vindo a ser discutido há alguns anos. Inicialmente, havia planos para adicionar canais temáticos, um dedicado à informação e outro ao desporto.

De salientar que a rede TDT tem sido também um veículo de acesso a todos os jovens portugueses na universalidade do acesso ao #EstudoEmCasa, cujos conteúdos estão a ser transmitidos na RTP Memória. A rede permitiu aos alunos mais isolados aceder aos conteúdos educativos essenciais no desenvolvimento das suas aprendizagens. A rede tem servido de complemento ao RTP Play e app #EstudoEmCasa.

Ainda no que diz respeito à migração da frequência do TDT, no total, foram mudados de frequência 243 emissores, "num processo que decorreu com enorme sucesso e que exigiu uma enorme mobilização de recursos da Anacom. No total estiveram envolvidos neste processo mais de 100 colaboradores, cerca de um quarto do seu efetivo total", refere a reguladora em comunicado.

De acordo com o seu calendário, prevê-se que estes direitos de utilização do espectro possam ser atribuídos no 1º trimestre de 2021, "permitindo a instalação das redes que podem começar a ser instaladas, tanto no continente como nas regiões autónomas, cabendo aos operadores decidir onde começarão a instalar as redes".

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