Costuma dizer-se que a dúvida não é se um asteroide vai chocar com a Terra, mas sim quando é que isso vai acontecer. A frase voltou a ser ouvida na conferência NEO and DEBRIS Detection, promovida pela ESA, em forma de “lembrete”. E poderá ainda não ser em 2019, mas que há um asteroide com uma rota que pode “coincidir” com a Terra há.

Trata-se de 2006 QV89, um elemento com 40 metros de diâmetro que ocupa a sétima posição na lista dos 816 asteroides conhecidos potencialmente mais perigosos para a Terra.

A trajetória do astro só se conhecerá com precisão em julho. Até lá a probabilidade de colisão com o planeta azul - a 44.000 Km/h, capaz de arrasar uma superfície com 2.000 Km quadrados - é de uma em 11.428.

"Com os dados que temos agora, a probabilidade de impacto é equivalente a sermos atropelados por um comboio se atravessarmos uma linha às cegas, sem poder ver nem ouvir, mas sabendo que passa um comboio a cada 15 horas”, explicou Ettore Perozzi, da Agência Espacial Italiana (ASI).

"Agora está demasiado longe para vê-lo e calcular a sua órbita com mais precisão. A partir de julho (…) saberemos se há risco de impacto ou, o que é mais provável, se não há nenhum risco”, acrescentou Rüdiger Jehn, diretor do departamento de Defesa Planetária da ESA.

Mais do que saber se há colisão ou não, os peritos consideram importante conhecer a data, para que exista tempo suficiente para calcular a região de impacto e definir medidas de resposta.

Nota de redação: Corrigido o título da notícia. Tal como apontado pelos nossos leitores - e como se refere ao longo do texto - a área afetada calculada, em caso de impacto, seria de 2.000 Km quadrados.

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