(actualizada)

Sentindo uma responsabilidade acrescida no 3G por ter sido a primeira empresa a lançar o serviço, a TMN quer atingir a meta de um milhão de terminais UMTS vendidos até 2006. A intenção da empresa é massificar o UMTS em Portugal, uma estratégia de "antecipação" da maturação do mercado, explicou hoje em conferência de imprensa Miguel Horta e Costa, presidente do Grupo PT.



Iriarte Esteves, presidente da operadora, confessa que num mercado maduro o 3G inicia um novo ciclo económico e tecnológico para a empresa. "A promessa é enorme" afirmou Iriarte Esteves, afirmando que a experiência de aumento de consumo quando o cliente muda de 2,5 G para o 3G se situa nos 93 por cento.



Lembrando que o perfil dos clientes que já mudou para o 3G é o de maior potencial, Iriarte Esteves explica que pelas análises efectuadas é possível estimar que um cliente com um perfil médio de consumo deve gastar cerca de 20 por cento mais que um cliente com o mesmo perfil no 2,5G.



Revisão em alta
Em Maio de 2005 a TMN tinha 74 mil clientes 3G, um número acima do inicialmente esperado, tendo chegado aos 25 mil no final de 2004 e pretendendo atingir um milhão até final de 2006. Para o final de 2005 a empresa não arrisca nenhuma previsão de crescimento, já que considera que este está muito dependente de factores exógenos como o preço dos terminais.



"A receptividade dos nossos clientes ao 3G perspectiva esta revisão em alta", justifica Iriarte Esteves, "queremos gerir uma evolução muito rápida, exponencial para o 3G". O presidente da TMN afirma que no final de 2005 devem existir no total cerca de 1,5 a 2 milhões de clientes 3G entre as 3 operadoras.



Para alavancar o desenvolvimento do número de clientes 3G a TMN conta com uma redução do preço dos telemóveis que em 2006 podem chegar aos 105 euros. "Em 2006 o equipamento não terá diferença significativa entre os modelos 2G e 3G, perspectiva Iriarte Esteves.



A TMN está também a apostar no lançamento de novos serviços e conteúdos, estando a lançar o novo modelo Nokia 6680 com video sharing, o primeiro serviço IMS (Internet Multimedia Subsystem) em Portugal.



Reforço da infra-estrutura
Para sustentar o crescimento esperado de clientes 3G a TMN vai fazer um reforço da infra-estrutura de rede e da sua acção comercial. A empresa espera até ao final de 2005 cobrir com a rede 3G todas os aglomerados residenciais com mais de 5 mil habitantes, obtendo uma cobertura geográfica de 30 por cento no final deste ano, que corresponde a 65 por cento da população.



A empresa vai para isso reforçar o CAPEX, que passa dos 180 mil euros estimados para 200 a 220 mil euros, sendo a totalidade do crescimento alocada ao 3G. Para a migração e aquisição de clientes a TMN prevê ainda 40 a 60 milhões de euros, que passa pela subsidiação de equipamentos em campanhas de promoção como aquelas a que já se vem assistindo.



Iriarte Esteves lembrou ainda que as operadoras estão a ser confrontadas com novas exigências de cobertura nas redes ferroviárias e de metro, o que poderá fazer aumentar o investimento em infra-estruturas. Esse investimento deverá ser feito preferencialmente em rede 3G, integrada com a 2G, substituindo o GSM no longo prazo, sublinha o presidente da TMN.



Nota de Redacção: A notícia foi actualizada com mais informação entretanto recolhida.


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