A Comissão Federal as Comunicações norte americana está a estudar os custos e o modelo que os Estados Unidos deverão adoptar para implementar um Plano Nacional para a Banda Larga, transformando o acesso à tecnologia num serviço universal.

Uma conclusão definitiva sobre o tema só será conhecida em Fevereiro do próximo ano, altura em que o regulador apresentará os seus estudos e conclusões ao Congresso, mas alguns números já são conhecidos.

Avançar com o projecto poderá custar 350 mil milhões de dólares (240,6 mil milhões de euros). O valor não é o inicialmente previsto pelo organismo mas será o mais próximo da realidade, defende um relatório preliminar da própria FCC. Os primeiros cálculos apontavam para os 20 mil milhões, mas visavam ligações até um máximo de 3 Mbps.

Todos os estudos - incluindo os do regulador americano - apontam para uma mais do que provável alteração nos hábitos de utilização da Internet. O acesso ao correio e a pesquisa de notícias e informação vão continuar a ser importantes, mas cada vez mais os consumidores vão querer acesso a conteúdos multimédia que exigem ligações de maior débito, pelo que o novo cálculo já tem por base ligações a 100 Mbps ou superiores, detalha a C|Net.

A maior parte do valor será suportado por privados mas ainda está por definir o modelo que convença a indústria a investir e a assegurar ofertas concorrenciais nos vários pontos do país, sobretudo nas zonas rurais onde é mais caro chegar.

Além dos privados, esta universalização do acesso à Internet também prevê investimento público. Sete mil milhões de dólares já estão assegurados pelo plano de estimulo à economia.

No relatório preliminar da FCC é também possível encontrar uma análise à situação actual da banda larga no país, onde se conclui que em regra as velocidades anunciadas estão longe das velocidades reais.

A discrepância média apurada entre os dois valores é de 50 por cento. Conclusões idênticas já foram apuradas para Portugal e ainda na semana passada um estudo britânico dizia o mesmo em relação à realidade do Reino Unido.

Tornar a banda larga num serviço universal tem sido um tema também discutido na União Europeia e em Portugal.

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