A Vodafone revelou hoje que até final do seu ano fiscal angariou 500 mil clientes 3G, acrescentando que até à mesma data colocou no mercado "algumas dezenas de milhar de placas 3G", referiu António Coimbra, vice-presidente da filial portuguesa numa conferência de imprensa para apresentar a placa de dados 3,5G, comercializada desde ontem.



A operadora acredita que até final do ano boa parte dos actuais utilizadores de placas 3G migrem para este upgrade, permitindo angariar algumas dezenas de milhar de clientes para a tecnologia, que actualmente é mais utilizada por clientes residencias.



Se num primeiro momento as placas de dados de terceira geração cativaram sobretudo a atenção das empresas, hoje mais de 50 por cento dos clientes da Vodafone neste serviço são residenciais com necessidades de mobilidade no acesso móvel, revelou António Coimbra.



Para já, as placas de dados 3,5G da Vodafone - assim como dos seus concorrentes - oferecem uma largura de banda na ordem dos 1,8 Mbpts. Até final do ano a operadora espera estar em condições de aumentar a velocidade das placas para os 3,6 Mbps e em 2007 ou 2008 para os 14,4 Mbps.



Aos telemóveis, o HSDPA deve chegar no terceiro trimestre deste ano, acrescentou António Coimbra, sublinhando que a rede da Vodafone já está hoje preparada para oferecer uma largura de banda de 3,6 Mbps, nos pontos onde foi realizado o upgrade para o 3,5G.



Para o lançamento do novo serviço a empresa vai investir este ano entre a 10 a 15 milhões de euros, integrados no investimento de 350 milhões de euros já aplicados ao UMTS, onde se inclui os 100 milhões de euros canalizados para a licença.



À margem da conferência António Coimbra comentou ainda a redução de 10 por cento na taxa de espectro a cobrar aos operadores móveis pelo regulador das comunicações, a Anacom.



O responsável considerou positiva a intenção do Governo, mas defende que a redução de taxas deveria ser bastante superior, por forma a ter um impacto mais significativo junto do cliente. António Coimbra adiantou que a redução aprovada por Mário Lino, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações tem um impacto de 0,26 euros por cartão de utilizador.



Recorde-se que os operadores, sobretudo a Vodafone, têm criticado os valores cobrados pela exploração das faixas radioeléctricas que lhes permitem fornecer serviços móveis, considerando que estão desajustadas e por isso permitem ao órgão regular registar lucros anuais acima do esperado.



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