As estratégias políticas para a Sociedade da Informação estiveram esta terça-feira em destaque num debate que reuniu os principais grupos parlamentares. O TeK quis saber qual seria a principal prioridade nesta matéria, se integrassem o próximo Governo.

TeK: Em matéria de Sociedade da Informação em Portugal, qual seria a principal prioridade a dar resposta neste momento?

Maria Manuel Leitão Marques, PS
"Desde logo,a racionalização dos sistemas porque precisamos de dar sustentabilidade ao processo e isso implica fazer economias. A extensão da rede das Lojas do Cidadão numa visão multicanal da articulação entre o Portal do Cidadão, as lojas do Cidadão e outros canais, desde o Multibanco ao telefone. Mas a principal prioridade é manter o Simplex e estender o Simplex a todas as autarquias, porque sobretudo estamos a falar de uma mudança de cultura, e não de tecnologia, e a mudança passa por ai, pelas pessoas".

Jaime Quesado, PSD
"No final de dez anos de investimentos públicos de mais de 1 bilião de euros Portugal é já hoje um pais muito avançado em termos de infra-estruturas e plataformas tecnológicas e digitais. Importa agora passar para uma nova fase, subsequente a da Sociedade da Informação e do Conhecimento - a da Inteligência Competitiva, centrada na utilização das TIC como um instrumento de Competitividade, Criação de Valor Global, Capacitação Digital, Inovação Social e Qualificação Territorial".

Francisco Madeira Lopes, Os Verdes

"Penso que a questão do software livre na Administração Pública é fundamental. No seguimento desta, apontaria também a intervenção do Estado no mercado, usando o seu poder e influência, protegendo por um lado o software livre e por outro o tecido empresarial português na áreas das TIC, muito ligado à produção de software que não é mainstream, face aos ataques internacionais".

Manuel Castelo Branco, CDS-PP

"Há uma estratégia definida e temos de tornar essa estratégia adequada para melhorar a competitividade, e melhorar a competitividade é fazer o mesmo com menos recursos ou mais com os mesmo recursos. As TIC aplicadas ao sector público deverão servir não só para prestar bons serviços aos cidadãos, mas principalmente para permitir reduzir o número de funcionários públicos afectos às operações".

Bruno Dias, PCP

“Uma estratégia de desenvolvimento tecnológico para promover a produção nacional. Estamos altamente dependentes do exterior e estamos com um país cada vez mais endividado e só podemos combater o endividamento e a dependência externa promovendo a produção nacional. Isto significa apoiar e fomentar a produção nacional de software e das soluções tecnológicas em geral, mas também promover a incorporação de tecnologias e o desenvolvimento tecnológico do nosso aparelho produtivo. Não apenas software houses portuguesas, mas recorrer, por exemplo, a sistemas de informação geográfica aplicada às pescas, à agricultura. Desenvolver tecnologicamente a nossa indústria, e isto significa promover o desenvolvimento económico e responder à crise estrutural que estamos a viver”.

Carlos Patrão, Bloco de Esquerda

“Julgo que as matérias mais importantes são as da Educação e Acesso, ou seja, garantir a igualdade de oportunidades em relação à formação, educação e acesso, sobre e às tecnologias de informação, o que implica mais educação nas escolas, em todos os graus de ensino, sobre TICs. Esta questão não passa, ou não se deve limitar, a programas como o do PC Magalhães em que o Estado se limita a ‘dar uns rebuçados’ aos alunos do 1º e 2º ciclo. Julgo que seria mais útil a existência nas escolas de laboratórios de informática, funcionais e com professores e formadores devidamente preparados, o que neste momento está longe de acontecer. Quanto ao acesso, para além da questão de haver pelo menos um computador pessoal por família, há o problema de os serviços de ligação à Internet por banda larga serem caros e com uma distribuição assimétrica no país, o que se deve a problemas de regulação e concorrência no sector das telecomunicações, já que o grosso das redes de comunicações e dados estão na mão de uma única empresa que vende serviços à concorrência”.

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