Ernâni Lopes, chairman do grupo Portugal Telecom, defendeu recentemente num jantar da APDC - Associação Portuguesa das Comunicações - que o grupo deverá "reforçar a sua óptica de internacionalização, podendo constituir-se como pólo de agregação para a externalização da economia portuguesa", nos mercados onde detém presença, relata um comunicado da associação.



O responsável defendeu ainda o modelo de gestão de inspiração anglo-saxónica implementado na PT e que assenta na bipolarização de poderes, através de uma Comissão Executiva, dirigida pelo CEO e um Conselho de Administração, com poderes não executivos, dirigido pelo chairman.



As principais vantagens deste modelo, explicou Ernâni Lopes, são notórias a várias níveis, com destaque para a separação efectiva de poderes e a capacidade de análise constante que um sistema deste tipo (bipresencial) propicia.



O responsável acredita que este modelo de governance, a prazo, será implementado pela generalidade das empresas por pressão dos accionistas e imposição do mercado de capitais, com objectivo de garantir a descentralização de poderes e funções.



Ernâni Lopes ocupa a presidência da PT desde Abril do ano passado, tendo sucedido a Francisco Murteira Nabo, um dos principais precursores do novo modelo de governação da empresa. A aplicação deste modelo implicou também a reformulação da constituição da Comissão Executiva, com uma redução do número de administradores, entre outras alterações menos relevantes.



A intervenção pública no jantar da APDC foi a primeira em que o ex-ministro das finanças falou sobre as linhas estratégicas de orientação da PT desde que ocupa o cargo.



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