A CIONET distinguiu este ano três diretores portugueses de informática em diferentes abordagens: CIO orientado para o cliente, CIO orientado para tecnologias e CIO orientado para processos de negócio.


Rui Gomes, do hospital Fernando Fonseca, foi eleito CIO do ano na categoria Orientação para Processos de Negócios, enquanto Nuno Miller, CIO da Farfetch, foi vencedor da categoria de Orientação para Tecnologia.


Alexandre Ramos foi o escolhido pela organização, que se afirma como a maior comunidade de executivos de TI na Europa, com mais de 4.000 CIO e Chief Technology Officer (CTO), como vencedor na categoria CIO Orientado para o Cliente. Falou com o TeK e explicou algumas das questões mais importantes do sector na área da tecnologia.

[caption]Alexandre Ramos - Lusitânia[/caption]




TeK: No sector segurador quais são hoje os maiores desafios na área da segurança informática?

Alexandre Ramos:
A garantia que os controlos estão eficientemente implementados e que a pouca relevância que alguns colaboradores dão à matéria não exponha as organizações a riscos desnecessários com potenciais impactos organizacionais. A Lusitânia trata este tema com um alto grau de relevância.

TeK: O sector onde trabalha é por tradição inovador. Que tecnologias mais estão hoje a promover essa inovação ou prometem fazê-lo a curto prazo (Big Data, BA, Gestão de receita, etc)?

Alexandre Ramos:

O ramo de seguros continua a ser uma parte dos serviços financeiros que aposta bastante na inovação, principalmente na vertente de estudos tarifários, conhecer melhor o cliente, etc. Existe uma forte aposta em metodologia de exploração de dados, onde temas como o BIG DATA começam a dar os primeiros passos com alguns resultados interessantes. A vertente mobile e principalmente a disponibilização de todo o negócio em dispositivos móveis ganha maior aderência, uma vez que os seguros se tornaram uma commodity que naturalmente nos força a estar disponível em qualquer canal a qualquer hora.

TeK: A crise tem prejudicado a capacidade das empresas para investir em TI? O que mais tem sido deixado de lado?


Alexandre Ramos:
O investimento nas TIs continua a ser, tal como o nome indica, um investimento. Tem-se vindo a assistir, nos últimos 4 a 5 anos, a uma clara mudança de visão das TI's, não com um "centro de custo" mas sim de um veículo para aumentar receitas e aderência dos mediadores à companhia, agilidade de processos com repercussões nos custos operacionais, etc.
Existe uma pressão saudável para redução de OPEX e que tem sido uma constante das tecnologias. No entanto, a organização tem tido uma grande consciência nas prioridades, de modo a estarmos sempre atentos e criarmos valor.

TeK: O papel do CIO na organização e a importância da ligação entre o IT e o negócio é um tema antigo. Como é endereçado nas empresas portuguesas e como têm evoluído, na sua opinião?


Alexandre Ramos:

A sintonia entre o IT e o negócio é fundamental. Temo-nos pautado por esta coordenação e sincronização. O sucesso de muitas iniciativas está diretamente relacionado com a negociação constante entre IT e as áreas de negócio sempre focada no objetivo final: o crescimento da Lusitânia.

TeK: Qual a importância de distinções como o CIONET, na sua opinião?


Alexandre Ramos:

Esta distinção representa para a equipa um reconhecimento do trabalho realizado nos últimos anos. Temo-nos dedicado a trazer mais valias em tudo o que realizamos. Não seremos certamente bem sucedidos sempre, mas temos uma grande parte de concretizações bem sucedidas. Aproveito para reforçar o voto de confiança na equipa que temos.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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