Foram várias as novidades anunciadas pela HP esta semana, todas em redor do negócio do imaging and printing.

A reinvenção da estratégia da HP para a área da impressão, onde coube, inclusive, uma nova divisão de Managed Print Serices, tem um objectivo claro, embora não declarado: contornar os resultados financeiros mais recentes, desfavoráveis ao negócio, e antecipar o provável agravamento dos mesmos no curto prazo.

Atendendo ao clima económico, os consumidores têm vindo a alterar o seu comportamento, tentando cortar nos gastos com a impressão, numa tendência que, segundo os analistas, poderá ter vindo para ficar.

Durante o evento em Berlim onde foi dada a conhecer a nova estratégia, o TeK falou com Arnold Marty, que, além das vendas para a EMEA, acumula agora responsabilidades na nova divisão de MPS para a mesma região.

[caption]Arnold Marty[/caption]

TeK: O comportamento do consumidor tem vindo a mudar. Como tem a HP lidado com o "printing less"?

Arnold Marty:
Não é essa a experiência que temos. Os clientes empresariais imprimem mais do que pensamos e imprimem mais do que normalmente contratam em primeiro lugar. O comportamento em termos de impressão ou os números de impressão não têm baixado.
Em média está a crescer ligeiramente, em dígitos únicos, com o número de páginas a cor a aumentar drasticamente. O total de volume de impressão, dos nossos grandes clientes, não está a diminuir.

TeK: Mas as vossas vendas e receitas baixaram nos últimos trimestres…

A.M.:
Se olharmos ao hardware, sim baixaram. O hardware baixou realmente, os números são públicos, rondam os 20 por cento. Mas ao mesmo tempo as nossas receitas de serviços aumentaram 37 por cento. Infelizmente essa parte de negócio não é tão grande como o hardware.
O que também estamos a assistir no negócio de imaging and printing entre as empresas é que as receitas de consumíveis também estão a crescer na casa dos dois dígitos. Mas os resultados mostram que as receitas do hardware estão realmente mais baixas do que costumavam ser.

TeK: Podemos dizer que a recessão também afectou o negócio de imaging and printing da HP?

A.M.:
Absolutamente. Notamos que os nossos clientes tendem aproveitar ao máximo os seus produtos, não substituem o hardware e tentam mantê-lo o maior período de tempo possível. Por outro lado, estão a requerer mais serviços de modo a manter os seus aparelhos a funcionar.
Mas acreditamos que o refresh tecnológico tem de acontecer nos próximos tempos.

Tek: Como está a correr o negócio da impressão na EMEA? Que representatividade tem face ao negócio total da HP?

A.M.:
Em termos de dimensão do mercado, estamos ao mesmo nível dos Estados Unidos, ou do Continente Americano. Estamos a fazer o mesmo nível de negócio.

Estamos a assistir a uma recuperação um pouco mais célere do mercado norte-americano, por isso actualmente eles têm um potencial de negócio local mais elevado, maioritariamente conduzido pela procura do sector da Administração Pública. Penso que poderemos recuperar nos próximos trimestres. Já há alguns sinais de recuperação na Europa, por isso estamos convencidos que os resultados vão melhorar a partir de 2010.

TeK: Que benefícios poderão tirar da criação da nova divisão de MPS?

A.M.:
O máximo. Trabalhámos muito tempo na preparação desta nova estratégia. Por isso decidimos reunir várias coisas e fazer um anúncio único, no lugar de apreentarmos as diferentes novidades ou apenas produtos isolados. Assim mostramos como tudo se pode interligar.

Esta nova divisão faz-nos ganhar independência face à unidade de negócio do hardware. Dá.nos a oportunidade de falarmos mais nos serviços e nas soluções e menos nas máquinas. Dá-nos a oportunidade de nos envolvermos com os nossos clientes a um outro nível. Reduzimos o número de contas, mas aprofundamos o nível de serviço.

A nova divisão permite-nos alocar mais recursos à consultoria de serviços, consultoria em processos de negócio, e afastarmo-nos da consultoria técnica.

TeK: Que desafios antevê para a nova divisão durante os próximos meses?

A.M.:
Estamos a entrar no quarto trimestre do ano, por isso teremos que nos concentrar no cliente, já que temos de apresentar números.
De momento estamos igualmente preocupados em dar a conhecer a nossa nova estratégia. No imediato, estamos a preparar a nossa estrutura interna, que já está definida e que começará a funcionar em pleno a 1 de Novembro próximo. São 800 pessoas.

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