Como podem as empresas de retalho evitar a fraude interna?

Por Pedro Brito *

A grande tendência verificada na maioria dos países europeus, tem sido o crescimento dos sistemas electrónicos como método de pagamento. Estes sistemas apresentam inúmeras vantagens para o cliente, sendo a conveniência e a segurança as que mais se destacam. No entanto podem ainda existir algumas relutâncias por parte do retalhista na adopção deste tipo de sistemas tais como: constrangimento à subfacturação, que é mais simples em transacções em numerário; custos de comissões e de manutenção e fraude interna, na maior parte das vezes menosprezada.

A subfacturação é uma tendência decrescente e que tende a desaparecer com o amadurecimento do mercado. Mais que uma questão tecnológica é uma questão cultural.
O aumento dos custos associados à introdução de um sistema de pagamento electrónico numa loja é, na verdade, um mito. O pagamento através de dinheiro, apesar de considerado um método sem custos para o retalhista, é decerto o método mais dispendioso em termos de manutenção, pois acarreta outras acções como contagem, verificação e segurança, que se tornam num custo efectivo para a empresa. Invisível mas real.

Em contrapartida, as vantagens de um sistema electrónico são inúmeras. Com o sistema CHIP & PIN recentemente introduzido pelo protocolo EMV, reduziu-se significativamente a fraude de cartões ao nível dos clientes, o que promove o seu uso e o inerente aumento de disponibilidade para a compra, pois é menos inibidor que o uso de numerário, facilitando a compra por impulso.
Além do verificado aumento de vendas, as compras efectuadas com cartão reduziram as despesas de supervisão, manuseamento de caixa e em processos de backoffice nas empresas, que por consequência aumentaram os seus ganhos.

[caption]Pedro Brito, CPI Retail[/caption]

A generalização do uso dos sistemas de pagamento electrónico em todas as áreas do retalho, veio no entanto abrir a janela a práticas fraudulentas.
O Cash Advance é, neste caso, a situação mais comum. Tornando-se mesmo demasiado comum. E como todas as transacções efectuadas com cartões electrónicos acarretam o pagamento de comissões bancárias que podem ir até aos 4%, este tipo de fraude aparentemente inofensiva aos olhos do prevaricador, pode facilmente atingir valores na ordem dos 50.000€ por ano em encargos bancários, que representam perdas efectivas para as empresas. Isto porque o Cash Advance é praticado não só pelos clientes, mas acima de tudo pelos próprios operadores de caixa.

E como podem as empresas de retalho evitar este tipo de situação?
Incrementar processos de supervisão não é a solução.

A implementação de sistemas de FrontOffice interligados com o sistema de pagamento electrónico (PINPAD) resolve a questão em definitivo.
A substituição do tradicional TPA por um sistema de integrado de Software, PINPAD e POS certificados pelo sistema bancário, impossibilita a operação de pagamento avulso permitida no TPA, pois o fluxo de informação - valor a pagar, leitura do cartão, inserção do PIN, validação de PIN e saldo, confirmação da transacção - ocorre em circuito fechado, impossibilitando assim qualquer operação fraudulenta por parte do operador.

* Business Development Manager da CPI Retail

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