David contra Golias: Suportar as PME’s na ‘luta’ contra os gigantes

Por Sandra Lopes (*)

As PME’s dispõem de uma situação excepcional para poderem enfrentar os concorrentes maiores mas apenas se crescerem de forma controlada

Ao longo da última década, as PME’s registaram índices de crescimento excepcionais. Entre 2002 e 2008 as PME’s europeias foram o motor da geração de emprego mais potente da economia do velho Continente. De acordo com dados da Comissão Europeia, dos 9,4 milhões de empregos criados neste período, a maior parte correspondeu a empregos em PME’s que superaram as grandes empresas.

A crise económica e financeira de 2008 gerou, sem dúvida, uma quebra no crescimento das PME’s. Actualmente, à medida que a Europa começa a sair da recessão começam a surgir indícios que convidam a um optimismo moderado entre as PME’s. A verdade é que nunca terá havido uma situação tão favorável para que as empresas mais pequenas, e mais ágeis reforcem a sua aposta e passem a competir e a operar a um outro nível junto de organizações mais consolidadas e de maiores dimensões.



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Apesar das PME’s que superaram a crise económica terem motivos para encararem o futuro com optimismo devem fazê-lo com cautela. De acordo com a Comissão Europeia, 150.000 empresas continuam a desaparecer todos os anos. Um dos principais motivos que levam as PME’s a encerrarem é crescerem demasiado rápido: ao não disporem dos recursos necessários para se ajustarem à procura, a sua qualidade e reputação acabam por sair prejudicadas.

Receber um elevado número de pedidos de serviços ou vendas num curto espaço de tempo pode parecer um sonho tornado realidade para qualquer empresa. Porém, um crescimento muito acelerado pode também trazer muitos problemas para as empresas pequenas. Estas devem assegurar-se de que estão preparadas e dispõem dos recursos necessários para materializarem as possíveis oportunidades de crescimento. A seguir, formulamos algumas propostas que ajudarão as empresas a garantirem que estão bem posicionadas para concorrer em igualdade de condições, mesmo com as grandes empresas.

Ser pequeno é a nova forma de fazer-se grande

Após um período de fortes restrições, o mercado oferece mais possibilidades do que nunca às PME’s. A época dos contratos leoninos de TI’s é coisa do passado.

Os empresários das PME’s dispõem de um cenário inigualável para lançarem as suas melhores apostas, como por exemplo, a especialização em nichos de mercado, a capacidade de inovar ou o de estabelecer relações estreitas com os clientes para aproveitarem as oportunidades de negócio.

Durante anos, as PME’s viram-se obrigadas a concorrer com as grandes empresas em condições de inferioridade. As grandes empresas podiam disponibilizar soluções tecnológicas impressionantes que deixavam à margem as pequenas empresas. Actualmente, graças ao aparecimento de sistemas tecnológicos seguros, escaláveis e eficazes alojados na cloud e operados através de redes fiáveis para empresas, as PME’s dispõem do poder da escalabilidade e da flexibilidade necessárias para competirem com as empresas de grande dimensão.

Não obstante, todos os esforços direccionados para o crescimento devem ser acompanhados de outros destinados a garantir que a empresa pode responder à cada vez maior procura. Existem inúmeros exemplos de como uma pequena empresa pode converter-se numa grande de forma muito rápida, se bem que não nos devemos esquecer que o crescimento acelerado pode ser uma faca de dois gumes.

Gestão do crescimento: saber combinar o rendimento máximo com um desenvolvimento rápido

Uma quebra repentina da procura de produtos pode representar o fim de uma empresa. Como muitos empresários sabem, crescer demasiado ou fazê-lo de forma muito rápida pode acarretar problemas de incumprimento de compromissos, falta de liquidez, deterioração das relações com clientes, etc. Para os evitar, a planificação do crescimento torna-se tão importante para o êxito da empresa como fazê-lo através de novas oportunidades de negócio e através dos recursos tecnológicos adequados. E que podem fazer as PME’s para responderem a este desafio?

  1. Serviços para empresas: ao dotarem-se de sistemas de TI’s para empresas, as PME’s dispõem da potência informática a que anteriormente só podiam aceder as grandes empresas. Tal permite oferecer serviços de maior fiabilidade em igualdade de condições com empresas de maior dimensão.
  2. Garantias do nível de serviço: ao acordar garantias rigorosas do nível de serviço com os fornecedores de serviços de TI’s, as PME’s dispõem da tranquilidade de saberem que utilizam serviços de TI’s de confiança absoluta que não falharão no momento em que fazem mais falta. Mesmo assim, isto contribui para que as PME’s possam oferecer aos seus clientes (tanto grandes como pequenos) as suas próprias garantias de serviço.

  3. Soluções de TI’s escaláveis: dispor de uma solução tecnológica escalável é essencial para a gestão dos requisitos de TI’s de uma empresa ou organização em fase de crescimento. Com este tipo de soluções, as empresas só pagam em função das suas necessidades e não têm de se preocupar com a capacidade porque sabem que quando precisarem poderão obtê-la de forma simples. Desta forma, as empresas crescem mantendo os custos sob controlo.

  4. Soluções de TI’s flexíveis: com tanta diversidade de actividades e requisitos específicos, o enfoque baseado em utilizar um único tipo de soluções de TI’s carece actualmente de sentido nas PME’s. Ao implementar-se um sistema flexível e modular, pode-se criar e personalizar uma solução de TI’s que se ajusta às necessidades de cada empresa com serviços que podem ir desde a Internet, correio electrónico e segurança até backups de segurança de PC e serviços de voz.

  5. Gestão suave das TI’s: as empresas pequenas, incluindo muitas empresas de média dimensão não dispõem de departamentos de TI’s e, em alguns casos, nem sequer têm um responsável específico para as TI’s. Ao trabalhar com um fornecedor de serviços de TI’s que se encarrega das tarefas diárias de assistência técnica de TI’s e pela gestão do funcionamento da rede das equipas, as PME’s podem concentrar-se exclusivamente em fazerem crescer o seu negócio.



O futuro apresenta-se risonho para muitas pequenas e médias empresas. Graças às novas tecnologias, as empresas mais pequenas e mais ágeis podem proporcionar serviços a grandes empresas e também concorrer com elas, algo que nunca teriam imaginado possível. Dispor de sistemas de TI’s escaláveis e fiáveis para empresa (como por exemplo o Colt Smart Office) são hoje uma das chaves para a PME’s que desejam crescer rapidamente e fazer face a um incremento da procura.

(*) Sales Manager da Colt

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