Informação… em tempo real




Por João Lopes *



Nos tempos atuais, confrontamo-nos diariamente com informação obtida instantaneamente, ou seja em tempo real, através de equipamentos móveis, portáteis ou de computadores ligados à internet. Um pedido efetuado através da internet, uma transação com cartão débito/crédito ou um acesso à rede GPS são exemplos de transações em tempo real.



Contudo, há cerca de 30 anos, este privilégio era limitado apenas aos utilizadores de informática que se localizavam junto dos computadores centrais existentes na altura. De facto, a maior parte da informação era fornecida em tempo diferido (batch), ou seja, os pedidos eram enviados para o centro de informática em formato de papel ou cartões e o computador tratava essa informação nos dias seguintes, de acordo com as prioridades definidas pelos operadores desse centro.



A diferença entre informação em tempo diferido e em tempo real resulta da gigantesca e surpreendente evolução tecnológica que ocorreu nos últimos anos, cujas diferenças enumeramos aqui:




  • Um computador central processa atualmente várias dezenas de milhares de vezes mais informação que um grande computador (mainframe) da altura, tem uma dimensão centenas de vezes inferior e pode custar apenas 0.01 %;



  • Os atuais equipamentos móveis processam informação à velocidade de milhões de instruções por segundo e têm memórias de biliões de caracteres quando os terminais antigos apenas transferiam os dados introduzidos a velocidades reduzidas, para além do seu peso ser equivalente ao das antigas televisões;

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Esta evolução tecnológica suportada por mecanismos de integração entre os equipamentos móveis dos utilizadores, a rede de comunicações da internet e os computadores remotos que processam a informação, fazem as delícias de todos os que hoje já não conseguem viver sem a informação em tempo real.


Contudo para que esta informação esteja sempre disponível é preciso que este sistema integrado (computadores, rede e equipamentos móveis) nunca falhe. Um exemplo limite é o sistema desenvolvido pela Atos para os Jogos Olímpicos de Londres em que toda a informação vai ser gerada, processada e distribuída para mais de 8 mil milhões de equipamentos móveis espalhados pelo Mundo e com tempos de resposta inferiores a meio segundo.



*Diretor-Geral da Atos Portugal

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