Sistemas de Informação e a eficiência e qualidade em Saúde



Jorge Sequeira*

Geralmente quando abordamos os problemas na área da saúde e o papel da tecnologia da informação, falamos em abstracto. Falamos sobre processos, mudança organizacional, avanços na tecnologia e o impacto das novas reformas. Discutimos os desafios no envolvimento dos profissionais. Referimos inúmeras vezes: "Há muitos erros médicos. A qualidade dos cuidados é muito variável. Os custos médicos são demasiado elevados. Muitas pessoas não têm acesso aos cuidados de que necessitam".



Esta discussão abstracta leva-nos por vezes a esquecer que existem pessoas reais que prestam cuidados. Se estivermos algum tempo num hospital, quer como paciente quer na qualidade de visita a um ente querido, desenvolvemos uma apreciação imensa pelo trabalho de vital importância que estas pessoas reais fazem. Todos os dias, são eles que trazem compaixão, liderança, habilidade e visão para o sistema de saúde. Estes profissionais devem indiscutivelmente contribuir de forma activa, responsável e altruísta para a reformulação do sistema de saúde.



O sistema está em profunda transformação, e existe uma elevada turbulência no sector devido à expressiva pressão a que todos os prestadores estão sujeitos ao nível do desempenho financeiro e clínico, como não se via nos últimos 50 anos.

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As mudanças no sistema de saúde requerem liderança. A liderança não pode deixar de ser exercida pela gestão de topo nos prestadores de cuidados de saúde e pelos mais altos responsáveis das entidades que a nível central tutelam as políticas de saúde.



Sendo crítico diminuir os elevados custos em saúde, é necessário induzir mecanismos de maior eficiência e controlo, tendo em consideração que os custos ocorrem no acto de prestação de cuidados e que os ganhos reais só serão possíveis com políticas de médio/longo prazo.



Embora existam diferenças, todos os países demonstram cada vez maior interesse nos sistemas de informação. Projectos de sistemas de informação, per si, representam um grande desafio, dado que obrigam a uma alteração de hábitos de trabalho e à reavaliação dos processos instituídos. Esta mudança é promovida pela forte liderança e compromisso da gestão, criando as condições para o comprometimento e adesão dos profissionais na utilização e exploração sofisticada dos sistemas.



Mas será que o processo de desmaterialização do papel é suficiente para melhorias significativas na qualidade e eficiência dos cuidados que são prestados? Efectivamente, é preciso bem mais do que isso para atingirmos o retorno que se impõe.



Na Siemens sabemos que os sistemas deverão permitir o registo de todos os dados gerados nos múltiplos eventos que ocorrem na prestação de cuidados a um paciente, colectando esses dados de forma estruturada e fidedigna. Com base em dados robustos, podemos de forma sistemática correlacionar informação actual com o histórico do paciente (ex: alergias, antecedentes), despoletando notificações, alertas, e sugestões de boas práticas, suportando uma melhor decisão clínica.



Para optimizarmos os custos e melhorarmos a qualidade, esta decisão clínica deve ser resultado das práticas adoptadas pela organização, tendo em conta o melhor interesse não apenas de um paciente, mas de todos os pacientes.



Através de ferramentas de Business Process Management estas práticas podem ser modeladas no sistema, promovendo a adopção dos processos instituídos pela organização e/ou pela tutela. Com a autonomia para em qualquer instante implementar fluxos de trabalho, normas de orientação clínica, guidelines, em função das necessidades da organização, potencia-se a boa prática alinhada com os objectivos de custo/qualidade.



Os tempos são desafiantes. Mas este é o momento em que temos de confluir as vontades e orientações organizacionais, clínicas e políticas, para a efectiva adopção de sistemas de informação que forneçam valor em termos de eficiência, qualidade e segurança.



* Siemens IT Solutions & Consulting Head

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