As características convencem, pelo menos "no papel" mas o novo Sony Z5 premium, e as versões "normais" e compact, mostram que o bom trabalho que a marca tem vindo a fazer no desenvolvimento das características básicas e na inovação focada nas peças chave dos telemóveis está a dar frutos.

Ainda antes da IFA começar, e longe das concorridas mesas onde o tempo de experiência com os equipamentos é limitado, o TeK teve a possibilidade de comprovar alguns dos trunfos do novo Z5 de uma forma mais personalizada, e com boa música a acompanhar, o que ajuda a somar às boas impressões causadas pelo smartphone.

Sem embarcar em algumas das tendências que têm sido seguidas pela concorrência, a Sony optou por manter um design "tradicional" mas desenvolveu funcionalidades que são identificadas como relevantes pelos utilizadores, nomeadamente a qualidade da imagem e as funcionalidades de câmara e reprodução de som, assim como a bateria. E manteve também a impermeabilidade que muitos ainda não conseguiram alcançar.

 

O design dos novos Z5 é semelhante ao antecessor Z3, que já tinha conseguido fãs na redação do TeK, mas agora com alguns pequenos toques renovados e a integração do sensor de impressão digital na face lateral, que simplifica o acesso ao desboqueio de forma mais rápida do que as opções de colocação na traseira ou na parte frontal do equipamento. 

A opção pelo "tres em um" da Sony não é nova mas abre espaço para ganhar mais utilizadores para a linha de equipamentos. A principal diferença entre os três modelos agora revelados reside no tamanho dos ecrãs, com opções de 4,6 polegadas, 5,2 e 5,5 polegadas na versão premium, até porque por dentro há muitas semelhanças na componente de "inteligência", com a partilha do processador, da durabilidade da bateria e do módulo da câmara.

A versão premium, com um impressionante ecrã de resolução 4K, é naturalmente a mais atrativa, sobretudo para um público que valoriza a qualidade da imagem e o design cuidado, onde uma superficie traseira espelhada traz algum "glamour" valorizado sobretudo pelos utilizadores asiáticos, que também já adotaram os tamanhos de 5,5 polegadas como norma.

Embora a disponibilidade de conteúdos em 4K seja limitada, a procura é cada vez maior em algumas plataformas como o YouTube e o Netflix, e a disponibilidade de maior largura de banda e de planos de dados "ilimitados" pode dar uma ajuda ao desenvolvimento desta tendência. Até porque quem olha para a qualidade da cor, o contraste e a nitidez vê claramente a diferença em relação a ecrãs sem o Ultra HD, mesmo que em formato pequenino.

Mesmo com  uma experiência limitada a um ambiente interior, a câmara também mostrou nestas primeiras impressões o seu potencial, sobretudo na rapidez da focagem. Já não pudemos testar a duração da bateria que a Sony garante conseguir aguentar o dia completo sem obrigar a recarga, mesmo na versão premium com ecrã 4K, mas isso ficará para uma experiência mais prolongada.

No geral há que dizer que as primeiras impressões são positivas e motivam a um teste mais "apurado", e que mesmo o sensor de impressão digital que em muitos equipamentos acaba por se tornar uma funcionalidade mais incómoda do que prática aqui parece estar bem conjugado com a localização e a função de desbloqueio do aparelho, mostrando-se conveniente.

Resta dizer que o Xperia Z5 e Z5 Compact chegam às lojas a partir de outubro, enquanto o Z5 Premium começa a ser vendido a partir de novembro. Os preços ainda não são conhecidos.  

Na IFA a Sony mostrou também uma série de outros produtos, muitos dos quais à volta da música, com um novo Walkman, novos headphones e sistemas de som multiroom para casa. Alguns fazem parte da galeria de imagens que mostramos abaixo.

 

 

 

Fátima Caçador

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