A WRC é realizada a cada três a quatro anos, com o objetivo de rever o Regulamento das Radiocomunicações, o tratado internacional que rege o uso do espectro de radiofrequência e das órbitas dos satélites.

Na edição de 2019, iniciada a 28 de outubro em Sharm El-Sheikh, Egipto, a conferência abordará os requisitos para algumas das inovações tecnológicas que deverão desempenhar um papel central na economia digital e no desenvolvimento futuro de serviços, sistemas e tecnologias na área das telecomunicações.

Entre os diversos temas em debate até ao próximo dia 22, está, inevitavelmente, a identificação de faixas de frequência adicionais para o futuro desenvolvimento das Telecomunicações Móveis Internacionais (IMT), com o objetivo de garantir a implementação de redes IMT-2020, ou seja, das redes 5G.

Em agenda estão também a discussão de frequências adicionais para estações terrestres em movimento (ESIM), que se comunicam com satélites na órbita geoestacionária (GSO); a melhoria da regulação internacional relativa às ligações de banda larga via satélite a partir de novos sistemas de satélite não geoestacionários; a atribuição de faixas de frequência para estações de plataforma de alta altitude (HAPS); a comunicação eficaz para equipamentos portáteis e móveis baseados em computador através de sistemas de acesso sem fio, incluindo redes locais de rádio (WiFi); e a necessidade de garantir que os sistemas de exploração da Terra e de satélite meteorológico continuam a fornecer monitorização ambiental, previsão e mitigação dos efeitos negativos causados ​​pelas mudanças climáticas, além da monitorização dos recursos da Terra.

Ao longo de um mês, deverão passar pela WRC-19 mais de 3.500 participantes dos 193 Estados-membros da ITU, a par de mais de duas centenas e meia de observadores dentre os 900 membros do setor privado, bem como membros de organizações internacionais.

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