Note-se, contudo, que estamos a falar de equipamentos muito distintos, apesar de servirem praticamente para o mesmo propósito. As câmaras instantâneas são as versões mais recentes do equipamento que há décadas conhecemos como Polaroid, de uma forma lata, e que não é mais do que uma câmara fotográfica que permite imprimir uma foto acaba de captar.

Por outro lado, as impressoras portáteis equipadas com tecnologia Bluetooth são um dispositivo relativamente recente, com dimensões e peso cada vez mais reduzidos, e que servem para “receber” e imprimir no local e no momento qualquer fotografia registada com um smartphone.

Em traços gerais, descrevemos tanto um equipamento com o outro. As câmaras instantâneas, tendo a Polaroid e a Instax (uma submarca da Fujifilm) como marcas de referências nos dias que correm, são câmaras desprovidas de funcionalidades fotográficas avançadas, mas essencialmente direcionadas para a impressão “integrada” de imagens em papel especial fornecido e instalado em cartuchos.

Ou seja, com um modelo deste género temos de adquirir packs de papel especial, que instalamos dentro da câmara e que são transformadas numa fotografia física que pode ter cerca de 60 x 40 mm, por exemplo. a impressão acontece na hora, não sendo de esperar grande qualidade fotográfica.

Fique a conhecer vários modelos de câmaras instantâneas na galeria abaixo, sendo que recentemente tivemos oportunidade de ver de perto um exemplo bastante inovador – a Instax SQ10 é a primeira câmara do género “híbrida”, visto que inclui um ecrã digital e zoom ótico, acrescentando características das digitais às instantâneas. Escolher se queremos imprimir ou não a imagem captada no momento, por exemplo.

Por seu turno, as impressoras portáteis são equipamentos um pouco mais recentes e que comunicam com qualquer terminal móvel por Bluetooth, como detalhamos mais à frente. Estamos a falar do conceito mais leve e compacto de impressora portátil, aquele em que os modelos pouco maiores são do que um smartphone, por exemplo.

E também aqui é necessário adquirir em separado cartuchos com diversas folhas de papel para impressão especial, sendo que garantir uma qualidade de imagem superior não é de todo o objetivo principal.

Estas fotos de bolso podem ter, normalmente, as dimensões físicas de uma foto conhecida como Polaroid e demoram também escassos segundos a saírem da impressora, após boa comunicação com o terminal móvel. Veja alguns modelos na galeria abaixo, sendo que a diferença fundamental entre estes dois tipos de equipamentos é a seguinte: nas câmaras instantâneas é este mesmo gadget que fotografar e imprime, ambos os conceitos estão integrados.

No caso das impressoras portáteis Blueooth, não existe essa integração: é o smartphone que fotografa e de seguida é estabelecida ligação com a impressora móvel tendo em vista a impressão.

Apps móveis a mediar o processo

Como seria de esperar, é hoje normal vermos apps móveis gratuitas para iOS e Android a darem apoio à ação das câmaras instantâneas e também das impressoras portáteis, sendo mais importantes neste último caso do que no primeiro.

Estas são o software que no smartphone ou no tablet permitem selecionar e/ou gerir as imagens que queremos imprimir, além de permitirem, em várias situações, adicionar filtros e/ou ajustes de edição de imagem. Por outro lado, as apps móveis ainda podem ajudar a integrar a câmara no seio de uma rede doméstica Wi-Fi, por exemplo.

O Bluetooth é fundamental

Isto no caso das impressoras portáteis. Estas pequenas printers pertencem ao lote de equipamentos “de bolso”, passamos a expressão, que podem ser emparelhados com qualquer smartphone ou tablet, por exemplo, através da tecnologia Bluetooth.

E o emparelhamento ocorre da forma mais convencional possível, pois este tipo de impressoras dispõem de um modo de deteção em tudo semelhante a uma coluna de som portátil ou uns auscultadores Bluetooth. Basta emparelhar uma vez com o smartphone e já está, o equipamento fica registado e passa a ser automático quando ambos os dispositivos estão ligados e no raio de alcance um do outro.

Falamos do smartphone porque o propósito destas impressoras mini é mesmo esse: permitir imprimir na hora, no local, no momento, as fotos que captamos com o terminal móvel.

Tivemos oportunidade de experimentar ao pormenor recentemente a Sprocket da HP e o processo é exatamente esse, sendo que antes de enviarmos a imagem para a impressora é ainda possível fazer alguns ajustes de edição e até adicionar filtros tipo Instagram.

Neste caso, os resultados são pequenas fotografias impressas em papel autocolante, mais originais e engraçadas do que propriamente “amigas” da qualidade de imagem. Saiba mais na galaria acima, a HP Sprocket é um dos modelos vistos em detalhe, entre outros.

Não podemos querer tudo

Por falar em qualidade de imagem, esse é um ponto que gostaríamos de abordar em jeito de fecho deste artigo. Isto porque alguns utilizadores ficam muito satisfeitos por poderem imprimir fotos em movimento e em qualquer lugar, mas tendem a criticar a qualidade de impressão destas câmaras instantâneas e impressoras portáteis.

Sobre este tema, o que podemos fazer é relembrar que o principal objetivo destes equipamentos não passa propriamente por tentar obter impressões com qualidade fotográfica acima da média ou garantir reproduções dignas de um quadro para pendurar na sala de estar…

Esse tipo que qualidade de impressão é algo almejado sim pelas impressoras fotográficas domésticas ditas “normais”, que normalmente temos ligadas ao PC/portátil ou à nossa rede Wi-Fi de casa. E para a qual compramos papel fotográfico especial.

É verdade que também estas estão hoje pensadas para receberem imagens dos terminais móveis, mas a grande finalidade não é imprimir em qualquer momento ou local, é estar na calma do seu escritório a imprimir não só fotos como também todos os documentos que precisar de ter em papel

As câmaras instantâneas e impressoras portáteis Bluetooth têm características e finalidade muito particulares, baseadas essencialmente na capacidade de surpreender e fazer um “brilharete” na praia, num jantar de amigos, nos transportes públicos…

Sempre que ninguém estiver à espera que uma foto acabada de captar possa ser transformada em papel ou até numa espécie de autocolante que pode ser colada na porta do frigorífico assim que chegamos a casa.

Trata-se de uma nova forma de guardar memórias e, tanto no caso das impressoras Bluetooth como das câmaras instantâneas, de um gadget bastante original. Lembre-se disso antes de optar por comprar um deles.

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