Aumentar a eficiência energética mas melhorar também a qualidade de vida dos cidadãos são dois dos objectivos fundamentais dos projectos que têm vindo a ser desenvolvidos na União Europeia para na área dos transportes, onde se contam carros híbridos e sistemas de transportes públicos mas também transportes de carga mais inteligentes para um ecossistema mais “verde”.

Através do Sétimo Programa Quadro para a I&D a União Europeia já garantiu mais de 4 mil milhões de euros de financiamento, aplicados em projectos de segurança e eficiência energética nos transportes, para benefício do ambiente, dos cidadãos e da competitividade da indústria europeia no mercado global.

Até agora são 134 projectos os eleitos para financiamento só na área de Transportes do 7º PQ, alguns dos quais estiveram a dar provas na semana passada na TRA Conference, em Bruxelas.

Um dos projectos mais relevantes é o Hi-CEPS (Highly Integrated Combustion Electric Propulsion System), coordenado pelo Centro de investigação da Fiat em Itália, mas envolvendo um conjunto de 22 parceiros, incluindo a Ford e a Peugeot-Citroën. O objectivo é desenvolver veículos híbridos que possam ser produzidos em massa e que consigam conjugar as características de serem baratos, adaptáveis e agradáveis de conduzir.

Entre as áreas de investigação estão também o desenvolvimento de sistemas inteligentes que ajudem a resolver problemas comuns nos veículos híbridos, como o facto do ar condicionado se desligar quando o motor pára. O ajustamento a diferentes tipos de combustíveis é também uma das linhas de desenvolvimento do projecto.

O projecto envolve parceiros de 10 países europeus e teve início em 2006, contando com um financiamento de 9,88 milhões de euros.

Com uma dotação mais substancial, o EBSF (European Bus System of the Future) quer (finalmente) convencer os europeus a deixarem os carros em casa e usar o sistema de transportes de autocarros, tornando-os mais atractivos. A utilização de novas tecnologias mais ecológicas e a optimização das infra-estruturas, para um funcionamento mais eficiente, são os principais objectivos.

O projecto é coordenado pela associação internacional de transportes públicos (UITP) e conta com seis cidades europeus para teste das soluções: Bremerhaven, Budapeste, Gotemburgo, Madrid, Roma e Rouen.

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O desenvolvimento de sistemas de informação em tempo real e gestão de tráfego é o objectivo do EasyWay, um projecto que recebeu 100 milhões de euros de financiamento da União Europeia e que se espera possa contribuir para a segurança e redução de congestionamentos nas estradas, com o natural impacto no ambiente.

A implementação dos serviços deverá começar a partir de 2013 e estende-separa além de 2020, à medida que se alarga o sistema. Entre as metas definidas está a redução em 25% dos congestionamentos de trânsito a 10 anos, e a diminuição em 10% das emissões de CO2 no mesmo período.

O projecto teve início em 2007 envolvendo oito regiões europeias e este ano vai realizar a sua conferência anual em Lisboa.

O Porto, Coimbra e Funchal estão entre as cidades envolvidas em outro projecto “milionário”, o CIVITAS (City-Vitality-Sustainability), que absorveu um financiamento de 180 milhões de euros para a implementação de um sistema de transporte mais ecológico e eficiente. Apostando em “laboratórios vivos” são endereçadas as questões relacionadas com a eficiência energética, políticas de transporte, segurança na estrada e combustíveis alternativos.

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Não menos importantes, até pela dimensão, o ROADDIDEA Roadmap for radical innovations in European transport services) e o EURIDICE estão também no mapa dos projectos europeus que a curto prazo devem começar a trazer mudanças à segurança e gestão das estradas e à forma como nos movimentamos.

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