Há anos que o Imagine Cup vem pedindo aos jovens de todo o mundo para apresentarem propostas de inovações tecnológicas capazes de ajudar a resolver problemas sociais e humanitários. É chegada a altura de ficarmos a conhecer mais um lote de boas ideias.

Naquela que é a décima edição do concurso de inovação promovido pela Microsoft, foram apuradas 106 equipas de finalistas, com os vencedores a serem dados a conhecer ontem, numa cerimónia em Sydney, onde este ano decorreu a final do concurso internacional.

Entre os mais de 350 estudantes, de 75 países, que viajaram para a capital australiana para durante cinco dias apresentarem as suas propostas, havia aplicações de software para todos os gostos. E um projeto português a sair-se particularmente bem.

Falamos do wi-GO, um carro robótico autónomo concebido para acompanhar pessoas com mobilidade reduzida nas suas deslocações e ajudar nas tarefas do dia-a-dia, como as idas ao supermercado ou o transporte de objetos.

[caption]Wi-GO[/caption]

O projeto, assinado por uma equipa de alunos da Universidade da Beira Interior, tira partido da tecnologia Kinect for Windows. "Mantendo um total alinhamento com a pessoa, este dispositivo eletrónico tem a capacidade de contornar obstáculos, dando total segurança e conforto ao seu utilizador, ao mesmo tempo que une o conhecimento tecnológico e a responsabilidade civil na construção de um caminho comum para a integração de pessoas com mobilidade reduzida e, consequentemente, para a melhoria da sua qualidade de vida", descrevem os responsáveis.

Depois de, o ano passado, a equipa que representava Portugal não ter ido além de um 76º lugar na tabela de preferidos do público, a comitiva nacional conseguiu este ano trazer para casa o bronze na principal categoria a concurso: Software Design.

Aqui o objetivo é criar software inovador, soluções de serviços e aplicações para o quotidiano que usem o potencial da tecnologia em benefício da comunidade, ou mesmo do planeta, explicam os responsáveis pela iniciativa num comunicado oficial.

O primeiro lugar coube ao trabalho desenvolvido pela equipa quadSquad, da Ucrânia. O projeto, denominado Enable Talk, permite a comunicação verbal por parte de pessoas com deficiências ao nível da fala. Para isso, recorre a umas luvas equipadas com sensores e a uma aplicação para o smartphone que traduz a linguagem gestual para discurso oral.

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O segundo lugar coube à equipa japonesa Coccolo, com um trabalho que permite poupar energia, ajustando automaticamente os níveis das luzes numa sala consoante exista mais ou menos luz natural.

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Para além do bom desempenho no Software Design, Portugal marcou ainda presença entre os 10 melhores na categoria Game Design, que completa o lote de secções nucleares do Imagine Cup, segundo a Microsoft.

Aqui fomos representados pelo projeto Red Phoenix, um jogo 3D projetado para promover a consciência sobre os problemas ambientais que ameaçam o planeta, explicam os seus mentores.

Na categoria de jogos - que devem não só cumprir as funções de entretenimento mas simultanemamente "ajudar a melhorar o mundo" - os vencedores dividem-se por duas secções: os que apresentaram soluções destinadas à Xbox ou Windows e aqueles que apostaram em software para smartphones.

No primeiro grupo saiu vencedora a solução apresentada pela equipa tailandesa TANG Thai, merecendo ainda especial destaque a proposta da equipa brasileira The Doers, responsável pelo desenvolvimento do Do More, que incentiva os jogadores a resolverem problemas tirando partido do trabalho de equipa.

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Entre os projetos destinados aos telefones foi o jogo MathDash, criado pela equipa norte-americana Drexel Dragons, que reuniu as preferências do júri. A aplicação em causa permite aperfeiçoar as competências ao nível da matemática enquanto se brinca.

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Entre as categorias para apresentação de projetos e os "desafios", em que os participantes competem online entre si online na resolução de cenários hipotéticos, foram entregues prémios no valor de cerca de 175.000 dólares (143 mil euros), num total de oito competições. Para o próximo ano há mais, com a final da 11ª edição do concurso a ter lugar na Rússia, em São Petersburgo.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes

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