No início de 2014 o Facebook tinha 1,23 mil milhões de utilizadores ativos por mês, dos quais 757 milhões eram ativos diariamente. Sabendo que o mundo tem cerca de 2,75 mil milhões de internautas, de acordo com dados de organizações como a ITU, é notório o poderio que a rede social criada por Mark Zuckerberg tem a nível mundial.

Não só entre pessoas comuns, mas também entre empresas, altos responsáveis e organizações sem fins lucrativos. Nunca a ligação à escala global foi tão simples e tão massificada. E basta navegar apenas uns minutos na Internet para perceber isso mesmo: são raros os sites que não incluem, pelo menos, um botão de integração ou interação social com o Facebook.

Os dez anos da rede social não têm sido pacíficos, muito à custa de polémicas constantes relacionadas com a privacidade dos utilizadores e com as políticas da empresa nesta área. Alguns enganos, como remover fotografias de mães a amamentar os seus filhos, também mancham de alguma forma um dos maiores fenómenos que a Internet já conheceu.

Mas em dia de aniversário, especial diga-se, pois completa-se a primeira década, o TeK reúne alguns factos que estão relacionados com o Facebook enquanto empresa, enquanto marca e enquanto tecnologia que une o mundo. Numa altura em que muitos questionam o futuro da plataforma e a sua capacidade para reagir à mudança dos tempos, ficam alguns valores de peso e outros apenas de curiosidade sobre A rede social.

O miúdo tímido que conquistou o mundo

Zuckerberg é conhecido por não ser muito dado às grandes multidões e às grandes conquistas sociais em pessoa. Mas do seu quarto da universidade ultrapassou esse problema.

A primeira publicação pública de Zuckerberg no Facebook, em fevereiro de 2004, tem 1 Like - uma funcionalidade que na altura nem existia. Atualmente todos os dias são gerados milhões de likes em todo o mundo e nos mais variados formatos e a publicação que Zuckerberg fez a propósito do décimo aniversário provam isso mesmo: mais de 380 mil Likes, 40 mil partilhas e mais de centena e meia de comentários.

O Facebook e as outras redes sociais

No Twitter, uma das outras grandes redes sociais da atualidade, o Facebook tem 13,44 milhões de seguidores. A empresa vai fazendo publicações pontuais, sobretudo para promover o lançamento de novas funcionalidades da plataforma em ambiente desktop ou mobile.

No Google+ o perfil verificado de Mark Zuckerberg tem 656.647 seguidores. Um número impressionante tendo em conta que o norte-americano nunca publicou nada e não tem quase nenhuma informação disponível sobre si.

A página mais popular: Facebook for Every Phone

É a página mais popular da rede social e tem 383 milhões de seguidores, três vezes mais do que a segunda página mais seguida, a do próprio Facebook. A página refere-se ao projeto que a empresa tem desenvolvido para levar a rede social ao maior número de telemóveis possível, incluindo telemóveis básicos. Em 2013 a empresa comunicou que mais de 100 milhões de pessoas usam o Facebook em dumbphones.

O português mais popular: Cristiano Ronaldo pois claro

O capitão da seleção nacional é o recordista português no Facebook e um dos mais populares a nível internacional. De acordo com a análise do SocialBakers, o jogador do Real Madrid tem 72 milhões de seguidores no Facebook e é detentor da oitava página mais popular de todo o mundo, ficando à frente de nomes como The Simpsons e estando apenas a seis milhões de seguidores do YouTube, que ocupa a sétima posição.

Marca portuguesa mais popular: Missão Sorriso

A solidariedade parece ser uma das características dos portugueses, a julgar pelo menos pela quantidade de Likes que a Missão Sorriso tem no Facebook. Com mais de um milhão de seguidores a iniciativa de ajuda aos mais novos consegue superar outras marcas conhecidas dos portugueses, caso da Samsung que ocupa a segunda posição.

Algumas campanhas feitas pela Missão Sorriso no Facebook, como a campanha de "1 Like + 3 Partilhas = 1 Produto", ajudam pessoas e ajudam a iniciativa a ocupar a primeira posição.

Velhos são os trapos

Recentemente houve vários elementos que quiseram enterrar o Facebook. Primeiro foram os estudos de que os jovens estavam a desertar da rede social. Depois foi uma investigação da Universidade de Princeton que apontava para que em 2018 o Facebook já tivesse perdido uma grande fatia dos seus utilizadores.

Mas a realidade, aquela dos factos, parece ser outra. No último relatório de contas a empresa revelou que tem 1,23 mil milhões de utilizadores ativos, o número mais alto de sempre para uma rede social e mais de 900 milhões desses utilizadores acedem através das plataformas móveis, uma área onde muitos também questionaram a capacidade do Facebook em singrar.

O Pew Research, conceituado centro de estudos norte-americano, concluiu que nos EUA, o maior mercado da rede social e portanto um bom ponto de partida para questões de representatividade, 73% dos adolescentes, com idades entre os 12 e 17 anos, estão no Facebook.

Ainda a respeito do mobile..

Só no Android a aplicação principal do Facebook leva já mais de 500 milhões de instalações. Se se tiver em conta outros projetos, como o Facebook Messenger, então é preciso acrescentar, no mínimo, mais 100 milhões de instalações.

A empresa continua a reforçar a sua presença nos dispositivos móveis e para isso lançou o Facebook Paper, uma nova aplicação que quer reunir os conteúdos de utilizadores, publicações e empresas num estilo de revista digital.

Mas verdade seja dita, o Facebook também já teve projetos "frustados" na área dos smartphones e tablets, casos do Facebook Poke ou Facebook Home, dois casos de software que prometeram mais do que cumpriram.

Uma mina de dinheiro

O Facebook tinha à data de publicação deste artigo um valor de mercado de 151 mil milhões de dólares, valendo cada ação da empresa cerca de 60 dólares.

Uma empresa de grandes dimensões

O Facebook tem até à data 6.337 trabalhadores espalhados pelos quatro cantos do mundo. Ainda que a maior parte esteja concentrada em Menlo Park, nos EUA, a empresa tem vários escritórios espalhados pelo mundo. Holanda, Bélgica, Irlanda, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Itália, França e Polónia estão entre os países europeus onde a tecnológica tem escritórios.

Paulo Barreto é o Sr. Facebook Portugal

Depois de ter passado pela Google, Paulo Barreto tornou-se o country manager do Facebook para Portugal.

"O Facebook vai continuar a apostar na melhoria da experiencia que proporciona aos seus utilizadores, simplificando e melhorando a aplicação e garantindo a relevância dos posts do newsfeed de cada utilizador, aumentando o tempo que estes passam na plataforma", comentou o responsável português à Lusa a propósito do aniversário da rede social.

Paulo Barreto acrescentou ainda que "o Facebook irá continuar a cativar novos utilizadores para a plataforma. Um exemplo disso é o projeto da 'internet.org', em que estamos a desenvolver esforços com as operadoras de telecomunicações no sentido de possibilitar àqueles que não têm sequer acesso à internet o possam fazer de uma forma economicamente viável".

Uma marca que vence mesmo fora da Internet

Mark Zuckerberg é o maquinista do maior "comboio" do mundo, mas a ideia original pode não ter sido totalmente sua. A questão da "paternidade" do Facebook foi travada num braço de ferro com os irmãos Winklevoss e a "traição" a Saverin também deu muito que falar.

Tanto que Hollywood decidiu aproveitar a trama e elaborar uma visão dos acontecimentos sob a batuta do realizador Aaron Sorkin. O resultado? Três óscares e quatro globos de ouro.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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