Ano após ano, o triunfo dos formatos móveis tem feito parte dos balanços de final de ano, mostrando uma subida imparável dos números de vendas, da utilização e da adesão de empresas e particulares ao “mundo das aplicações”. 2013 não foge à regra, e como seria de esperar ultrapassaram-se alguns marcos relevantes.

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A mudança para os formatos móveis é mais do que esperada e já entrou na “normalidade” como provam os números da votação de temas que submetemos ao critério dos nossos leitores. Por isso não é de admirar que tenha ficado em quarto lugar, com pouca expressão face ao tema dominante do escândalo da NSA/Prism, a pirataria e a guerra das consolas.

Mil milhões de smartphones chegaram às lojas em 2013 e o domínio da plataforma Android parece incontestável, com o sistema operativo patrocinado pela Google a ganhar terreno ao iOS, ajudado pela profusão de equipamentos de todos os tamanhos, preços e feitios.

O sistema operativo Android aumentou a liderança face aos seus rivais no terceiro trimestre de 2013, alcançando uma quota de mercado de 81%. O iOS mantém-se em 2º mas está em queda, ficando com 12,9%, mas foi o Windows Phone quem mais cresceu, chegando aos 3,6%. Um analista da Forbes chegou a avançar com a previsão de que o Windows Phone tem condições para ultrapassar o iOS em três anos

Mas a concorrência aumenta, com o crescimento de outras plataformas como o Firefox OS, que já avança numa segunda vaga, na qual a portuguesa TMN também está envolvida.

Ubuntu, Tizen e MeeGo – ressuscitado com o nome de Jolla - são outros nomes a observar em 2014, com o posicionamento de várias marcas num tabuleiro onde é obrigatório assegurar lugar para garantir continuidade. E o próximo Mobile World Congress, em Barcelona, trará certamente novidades.

A Canonical já tem parceiro para lançar o Ubuntu Touch e promete notícias para os primeiros meses deste ano. E o mesmo se passa com o Tizen da Samsung...

À medida que novos sistemas se assumem assistiu-se também em 2013 à continuação do declínio de dois nomes que já foram expoentes nas plataformas móveis: Blackberry e Nokia/Symbian.

A compra da divisão de telemóveis da Nokia por parte da Microsoft por 5,4 mil milhões de dólares foi um dos grandes negócios de 2013 e já está a alterar significativamente o cenário de guerra das plataformas móveis. O movimento era esperado desde o anúncio da parceria entre as duas empresas que já tinha ditado alterações estratégicas.

No verão do ano que agora terminou a Nokia deixou de vender equipamentos com o sistema operativo Symbian, marcando o adeus a uma das plataformas que mais telemóveis suportou na última década. E muitos telemóveis deixam saudades a quem acompanhou os primeiros anos desta revolução.

O desinteresse pela nova versão do sistema operativo BlackBerry marcou a queda da empresa canadiana, que prepara o despedimento de 40% dos colaboradores. A venda da empresa é uma hipótese cada vez mais plausível depois de um ano em que a BlackBerry mudou de nome (antes era RIM), definiu um roadmap para o lançamento de novos produtos; avançou com um nova geração do sistema operativo móvel da marca e intensificou ainda mais um plano estratégico de recuperação que já estava no terreno desde 2012 e que já levou a vários despedimentos.

O lançamento da versão 7 do iOS, num interface mais “simples” e que muitos compararam graficamente ao Windows Phone, pode ajudar a recuperar terreno ao sistema operativo da Apple, mas a política “megalítica”, com a aposta em poucos modelos de telemóveis e tablets não ajuda a ganhar maior quota de mercado. E o que tinha sido antecipado como o iPhone para as massas – o iPhone 5C – acaba por não ter um preço tão atrativo como foi especulado.

Mesmo assim os novos iPhone voltaram a bater recordes de vendas, com mais de 9 milhões de iPhone 5S e 5C vendidos só no primeiro fim de semana de comercialização.

A nível de formatos são os ecrãs maiores nos smartphones que ditam tendências, enquanto os tablets “encolhem” para as 7/8 polegadas, com modelos mais baratos e transportáveis, dominados pelo Android mas onde o Windows começa a assumir relevância.

Os smartphones e tablets foram os grandes protagonistas dos lançamentos de equipamentos em 2013, em número mas também em espaço mediático. Como já é tradição os anúncios começaram logo em dezembro de 2012, antecipando a CES, mas marcaram em muitos casos a agenda dos média, com mais ou menos sucesso.

O crescimento dos ecrãs dos smartphones, apelidados de “phablets”, vai dominar tendências no ano de 2014, assim como o interesse pelo lançamento de “companheiros” digitais que esteve na ordem do dia com o anúncio do Samsung Gear e de outros smartwatches.

Apesar de serem os grandes nomes e as marcas mais cobiçadas que dominam as atenções, a massificação dos smartphones nos vários mercados está na base da taxa elevada de crescimento. A par de modelos topo de gama a custar mais de 700 euros é cada vez mais fácil comprar um smartphone por menos de 100 euros, mesmo sem subsidiação. E mesmo os equipamentos mais avançados, com suporte a 4G, estão cada vez mais baratos.

E as aplicações continuam a ser um dos principais motores a dinamizar o interesse dos utilizadores. Já ninguém (ou quase ninguém) se contenta com um telemóvel que só serve para fazer chamadas. Mais do que a Internet e o acesso ao email é no fantástico mundo das apps que grande parte da guerra dos sistemas operativos se passa, com as principais lojas – App Store da Apple e Google Play – a ultrapassar o milhão de apps disponíveis para download, com grande predomínio das gratuitas e de jogos para todos os gostos.

E esta é uma tendência em que pode apostar de forma segura para 2014…

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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