A Google apanhou todos de surpresa em 2012 quando apresentou sem grande pompa os Google Glass, um novo tipo de dispositivo móvel que a gigante de Mountain View quer introduzir como uma norma no mercado. A tecnológica redimiu-se pouco tempo depois e deixou o mundo de boca aberta quando fez uma demonstração do Project Glass com paraquedistas na conferência I/O do ano passado.

Entretanto o projeto evoluiu: foram conhecidos mais pormenores sobre o dispositivo, a forma como funciona, quais as especificações técnicas e até já foram feitas algumas demonstrações das aplicações que a versão comercial vai disponibilizar.

A um ano do lançamento para o grande público, a Google começou a enviar para programadores e para os vencedores da iniciativa #ifihadglass um exemplar intransmissível do dispositivo que é visto como o futuro da computação móvel. Os "gadgets usáveis" impressionam pela portabilidade mas acima de tudo pelos vários conceitos que conseguem fundir - partilha de dados, criação de conteúdos, comunicação ubíqua e instantânea.

A Google não inventou nada, mas redescobriu os óculos, o vídeo e o social networking de uma forma que promete ser apelativa - pelo furor que tem feito na imprensa, nos fóruns, nos blogues e nas redes sociais.

Com algumas centenas de utilizadores já com acesso aos Google Glass, começaram a aparecer alguns vídeos que dão uma ideia de como é e poderá ser a utilização do equipamento a partir da primeira pessoa. O telemóvel, smartphone e tablet até podem ser objetos pessoais, mas o "eu" ganha uma nova dimensão com os smartglasses já que a perspetiva partilhada é aquela que, até agora, apenas cada pessoa podia viver.

O TeK compilou um conjunto de vídeos que mostram a utilização dos Google Glass para abrir ainda mais o apetite em relação a este dispositivo ou para ajudar os mais céticos a salientarem os pontos negativos que este equipamento também pode comportar - como invasão da privacidade alheia.

Nada melhor do que começar por um unboxing do Google Glass.. feito através de um Google Glass. Dan McLaughlin é o autor desta gravação que tem sido referenciada um pouco por todo o mundo:

Achou o vídeo demasiado parado? Então talvez esta gravação feita pelo utilizador do Youtube Matt Abdou corresponda a um estilo mais dinâmico:

O vídeo retrata uma situação que apesar de estar disponível para a maior parte da população, não deixa de ter o seu lado de encanto. A qualidade da gravação, com um sensor de cinco megapixéis, acaba por ser um ponto de destaque mesmo em ambientes interiores onde os tons cinzentos predominam.

No exterior, Dan McLaughlin mostra como é a qualidade do vídeo num passeio em ambiente natural - e ao mesmo tempo expõe outro dos perigos do Google Glass.

A quantidade de vídeos sem nexo e "apenas porque sim" que vão aparecer nas redes sociais podem acabar por retirar alguma precisão ao objetivo de gravar os grandes momentos, as melhores vistas e o lado mais impessoal através de uma estupidificação. E basta ter em conta aplicações como o Vine ou o Cinemagram.

Até já se fala que o Google Glass pode ajudar a revolucionar a indústria pornográfica.

Outras indústrias também podem vir a usufruir da utilidade do Glass. Os gamers em especial, podem partilhar em direto e com vários utilizadores a experiência de jogo. Através dos hangouts e em jeito de canal streaming, podem ter vários colegas a seguir uma determinada missão num RPG, ou podem ver em direto um golo irrepetível num jogo de futebol.

Dan McLaughlin, de longe o utilizador que mais vídeos tem publicado recorrendo ao Glass Project, fica-se pelo Lord of The Rings Online.

A gravação que se segue já foi editada e mostra um lado mais artístico do que pode ser conseguido com a ajuda dos Google Glass. A estilista Diane Von Furstenberg aceitou um desafio da tecnológica norte-americana e equipou todas as modelos com uns óculos inteligentes durante a New York Fashion Week de 2012. O resultado é este:

Se ficou com vontade de ter um exemplar saiba que ainda vai ter que esperar até ao próximo ano e não é certo se o lançamento para o mercado será exclusivo nos EUA ou se também será alargado aos restantes mercados mundiais.

Até lá pode ir experimentando como ficam os Google Glass se tiver uma impressora 3D à mão e se tiver algum jeito para os trabalhos manuais.

Mas este universo dos vídeos da primeira pessoa não são um exclusivo da Google e há muito que tem sido explorado por outras fabricantes. Com a GoPro Camera é um desses exemplos e no Youtube podem ser encontrados vídeos que impressionam pelas sensações que conseguem transmitir ao serem reproduzidos pelo "eu":

E os leitores do TeK, o que acham das primeiras impressões deixadas pelos Google Glass? Salto evolutivo ou demasiado intrusivo na vida das pessoas - tanto de quem usa como de quem é apanhado no processo de utilização? Deixem as opiniões na caixa de comentários e também podem deixar outras sugestões de vídeos ou fotos registados com os Google Glass.

Nota de redação: Foi corrigida uma gralha no texto relativamente à câmara GoPro


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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