A Google e a Apple já começaram a disponibilizar as suas APIs (interface de programação de aplicações), para iOS e Android, que vão servir de base para a produção de aplicações de controlo e rastreio de COVID-19. Na primeira vaga a tecnologia vai chegar a 22 países e três estados americanos, permitindo às agências de saúde explorarem todo o potencial, de forma a garantir a salvaguarda da privacidade e segurança dos utilizadores.

O software baseia-se na tecnologia de Bluetooth para detetar outros smartphones na proximidade, e caso o utilizador tenha uma app de controlo de distâncias instalado, será alertado caso tenha entrado em contacto com alguém que tenha sido diagnosticado positivamente com COVID-19.

Segundo avança o Business Insider, os 22 países escolhidos foram distribuídos pelos cinco continentes, e no caso dos Estados Unidos, a API chegou ao Alabama, Carolina do Sul e Dakota do Norte. Nas próximas semanas as APIs serão disponibilizadas em mais regiões, a nível global. Fontes oficiais da parceria referem que em muitas situações, estas vão estar apenas disponíveis em uma aplicação por país, ainda que se admita exceções.

Durante as últimas semanas as tecnológicas têm trabalhado com diferentes entidades de saúde para afinar as APIs e recentemente explicaram como estas funcionam. Na sua base estão os alertas aos utilizadores que estejam perto de uma pessoa infetada pelo menos durante cinco minutos. De salientar que as fabricantes já garantiram que os governos não vão impor o sistema aos seus cidadãos, através da sua solução. O acesso às APIs para a criação de apps será restrito às instituições de saúde públicas reconhecidas como tal.

As APIs pretendem ser flexíveis, permitindo às agências de saúde decidirem aquilo que consideram ser o “evento de exposição” entre os utilizadores, assim como o nível de risco pelo tempo que duas pessoas estão em contacto entre si. Apesar de ter sido lançada a versão final, a Apple e a Google garantem que vão continuar a melhorar a tecnologia e lançar mais atualizações.

Em Portugal, a aplicação de rastreamento do contágio que vai ser utilizada chama-se STAYAWAY COVID. O SAPO TEK compilou as principais perguntas e respostas das dúvidas que têm surgido sobre a tecnologia.

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