O presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), Florêncio de Almeida, era às 13 horas um homem satisfeito, mas não sossegado. Em declarações à RTP o líder da entidade que convocou o protesto contra a Uber disse estar surpreendido pelas centenas de taxistas que aderiram à convocatória.

“Pessoalmente não contaria com tanta adesão. Mas isto vê-se que é uma grande vitória da união da parte de todos os industriais deste país. Não estou aqui para representar a ANTRAL, mas para representar toda a indústria do país. Isto é o principio de uma grande vitória que toda a indústria tem de ter neste país”.

O protesto ainda não chegou ao fim e por isso a ANTRAL não tem números finais, mas Florêncio de Almeida falou entre 3.000 a 3.500 taxistas a protestar em Lisboa, Porto e Faro.

Mas o caso pode voltar a repetir-se. O presidente da associação pede ao Governo que atue de forma célere na definição da atividade da Uber, caso contrário podem existir mais protestos. Inclusive durante a campanha eleitoral.

“Temos que mostrar aos nossos governantes que temos razão, temos é que cumprir a lei. Quem está a fazer concorrência desleal aos táxis, não está a cumprir a lei, nem com as decisoes dos tribunais. O Governo tem de atuar rapidamente, caso contrário isto vai continuar e eu estarei à frente de qualquer manifestação que venha a acontecer, nem que tenha de acontecer todos os dias. Inclusivamente atrás dos senhores governantes quando andarem em campanha eleitoral”, disse durante uma entrevista à RTP.

Veja ainda o que estão a dizer os portugueses sobre o protesto dos taxistas contra a Uber.

Nota de redação: Corrigidas duas gralhas que existiam no texto

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