O site Cybernews avançou durante o fim de semana que um ataque ao WhatsApp teria conseguido obter dados de 487 milhões de utilizadores da plataforma em 84 países, entretanto colocados à venda num fórum de internet.
O meio garantia que, não só tinha identificado os dados colocados à venda (no dia 16 de novembro), como tinha pedido provas da autenticidade dos dados ao vendedor e investigado a informação enviada, confirmando tratar-se de informação legítima - números de facto associados a contas do WhatsApp. Na notícia é inclusive partilhado um quadro com o número de utilizadores afetados pelo esquema em cada país. Em Portugal terão ficado expostos os dados de contacto de quase 2,3 milhões de utilizadores do serviço.
A Meta, dona do Facebook e também do WhatsApp, já reagiu à notícia, numa declaração que está a ser citada por vários meios, e garante que não encontrou qualquer evidência de roubo de dados nos seus sistemas. "Reiteramos que não vimos qualquer prova de roubo de dados nos sistemas do WhatsApp. Também sublinhamos que o artigo descreve uma lista de números de telefone, alguns dos quais podem estar associados a contas WhatsApp, sem nenhuma outra informação do utilizador WhatsApp".
Quem disponibilizou os dados para venda não detalha como chegou à informação e sobre isso a Meta também fez um comentário, lembrando que “existem muitas formas de uma lista de números de telefone, sem que isso signifique que são dados de utilizadores do WhatsApp, poder ser compilada”, cita a Marketing Interactive.
Ainda assim, a empresa garante que não arrumou o assunto e que vai investigar de forma mais aprofundada indícios de fugas de informação dos seus sistemas, prometendo atualizações de informação sobre o assunto, quando se justificar. Pelo sim pelo não, também reforçou as recomendações aos utilizadores, lembrando que devem bloquear e reportar mensagens estranhas, nunca abrir links de origem desconhecida em mensagens, nem partilhar informação pessoal com estranhos.
A notícia do Cybernews surgiu na sequência da publicação num fórum de um anúncio de venda de uma base de dados alegadamente do WhatsApp e só de utilizadores ativos, incluindo dados de 32 milhões de utilizadores dos Estados Unidos, ou de 45 milhões de utilizadores do Egipto, países mais visados.
A mesma informação indicava um preço de venda de 7.000 dólares para a base de dados com informação de clientes nos Estados Unidos, 2.500 dólares para os dados referentes ao Reino Unido ou 2.000 dólares para informação de clientes na Alemanha.
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