O teto de preço dos novos smartphones que a Alcatel anunciou em Barcelona foi fixado nos 250 euros, um valor que pode variar com os impostos locais mas que define uma estratégia clara para a empresa: oferecer o melhor da tecnologia a preços acessíveis.

David Derrida, Product Manager EMEA, explicou em entrevista ao SAPO TEK que todos os novos modelos assentam em três pilares: ecrãs de 18:9 em todos os modelos, um design unificado e aposta na fotografia, com duplas câmaras e wide angle.

A série 5 é a mais “quitada”, e a mais cara, e o Alcatel 5 tem características de topo e um design de ecrãs quase sem molduras e materiais normalmente reservados aos topo de gama, mas também a série 3, com o Alcatel 3 X e 3 V de ecrãs de 5,5 e 6 polegadas, formatos compactos e mais memória apresentam preços “económicos”, abaixo de 200 euros.

“Temos todos os elementos dos telefones mais caros, e sabemos que em muitas marcas o que estamos a pagar não são os componentes […] não queremos competir com marcas como a Samsung nos preços mais elevados”, refere.

Segundo o executivo, os números da GfK mostram que os mercados de entrada não estão a perder consumidores na Europa, ao contrário das gamas de topo e preços mais elevados. Já nas gamas de entrada as vendas estão a crescer, e a Alcatel consegue diferenciar-se porque muitos outros fabricantes que estão neste segmento têm pouco apoio ao cliente e mau serviço.

“Queremos democratizar o acesso as melhores funcionalidades. Estamos a trabalhar para trazer a melhor tecnologia a preços mais acessíveis”, sublinha.

Portugal distingue-se na Europa em quota de mercado

Em Portugal a Alcatel tem uma posição de mercado que é reconhecida como um bom exemplo na Europa. David Derrida refere a liderança na área de 5 polegadas que acredita que pode ainda ser reforçada com os novos modelos, mais compactos.

Patricia Cavalheiro Dias, responsável pela Alcatel Portugal, confirmou ao SAPO TEK que em 2017 a empresa ficou em 3º lugar no mercado total de telemóveis em Portugal, em volume de vendas, e em 4º em valor. “Ficámos muito próximos da segunda posição”, refere.

Nos operadores a Alcatel foi líder de vendas na Vodafone e na NOS, e ficou em quarta posição na MEO, mas a posição é também forte no mercado livre.

“Nos terminais somos líderes na gama de entrada [até 150 euros] e até 200 euros estamos no top 5”, refere Patrícia Cavalheiro Dias.

Para além dos telefones, a Alcatel tem também uma boa posição nos tablets, onde está em quinta posição, e nos routers, com 50% das vendas no mercado português. “É cada vez mais importante crescer nestes segmentos”, explica a country manager da Alcatel Portugal.

Com a nova estratégia de “democratização”  Patricia Cavalheiro Dias acredita que a marca vai conseguir “de certeza” manter o nível de vendas e quota de mercado. E pode até ganhar espaço com as novidades apresentadas no MWC e novos modelos que ainda serão lançados este ano. “Os novos produtos já foram referenciados para serem líderes de segmento nos vários operadores”, indicou ao SAPO TEK.

A perspetiva para este ano é positiva. “Em 2017 aumentámos a nossa quota no mercado livre apesar da entrada de alguns novos concorrentes […] a nova estratégia da Alcatel é disruptiva e pode ajudar a melhorar a nossa posição que já estava muito próxima do segundo lugar no mercado total”, lembra a responsável.

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