No final de agosto, a Fairphone, que se afirma como a marca com os smartphones mais éticos e reparáveis do mundo, anunciou a chegada do novo Fairphone 3+ . O novo smartphone volta a repetir a proeza do modelo original lançado em 2019, que alcançou uma pontuação máxima na exigente escala de reparabilidade da iFixit.

À primeira vista, o modelo original e o novo parecem quase iguais, no entanto, a versão upgraded conta com um design feito com 40% de plásticos reciclados. A grande diferença está mesmo na configuração de câmaras. O sensor traseiro de 48 MP com um sistema eletrónico de estabilização de imagem vem substituir o 12 MP do Fairphone 3 original. Já a câmara frontal passa dos 8 MP para os 16 MP.

A iFixit destaca o design modular do smartphone como um dos grandes pontos positivos. Mantendo a linha da sustentabilidade da Fairphone, os utilizadores que têm o modelo anterior e que não querem comprar um telemóvel novo, podem optar por adquirir e instalar apenas os novos módulos da câmara.

Outro dos pontos a favor relaciona-se com o update do sistema operativo para o Android 10, seja no Fairphone 3+ como no modelo original.

É verdade que o conceito de smartphones modulares não é uma novidade, no entanto, a iFixit indica que, até agora, nenhuma outra marca além da Fairphone conseguiu pô-lo, de facto, em prática.

Além disso, Matthias Mayer, Managing Director da iFixit Europe, afirma que a filosofia da Fairphone, que se manifesta através de equipamentos com “design durador e um ciclo de vida circular”, enquadra-se com a da iFixit.

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Prolongar da vida dos equipamentos eletrónicos tem vindo a tornar-se uma preocupação cada vez mais maior. Ainda neste ano, a Comissão Europeia aprovou um novo plano de ação para a economia circular onde apresenta uma série de medidas que querem tornar mais sustentável a forma como fabricantes e os utilizadores lidam com os aparelhos eletrónicos.

Entre as medidas apresentadas está a implementação de um direito à reparação, tendo em vista o prolongamento da vida útil dos equipamentos e a evitar a acumulação de dispositivos e materiais funcionais em lixeiras. A Comissão Europeia sublinha que os dispositivos têm de ser desenvolvidos para terem uma maior eficiência energética e durabilidade, sendo que devem também ser reutilizáveis ou recicláveis.

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