Diversos leaks e rumores nas últimas semanas “obrigaram” a Google a assumir a data de apresentação para hoje dos novos smartphones Pixel 3. E cumpriu. Diretamente de Nova Iorque, o evento Made by Google 2018 apresentou não só os novos telemóveis, como outros produtos.

Rick Osterloh abriu as hostilidades do evento, marcado pelo vigésimo aniversário da gigante tecnológica. “Entregar informação está no nosso ADN, e queremos tornar mais fácil a vida das pessoas, de diversas formas”, como mote ao que estava para ser apresentado. Nesse sentido, o sistema de tradução ultrapassou a centena de línguas suportadas e os compositores inteligentes tornaram a vida mais fácil às pessoas quando escrevem mensagens e mails.

A Team Pixel trabalhou igualmente para garantir que as câmaras fotográficas fossem construídas para procurar imagens, através do sistema de inteligência artificial, analisando milhões de fotografias e sugerissem as melhores através de reconhecimento. “O nosso investimento em Inteligência Artificial ao longo dos anos representa o nosso esforço para melhorar o desempenho dos nossos futuros produtos, que serão apresentados hoje”.

Colocar os seus clientes em primeiro plano é o objetivo da empresa ao longo da sua existência. Procurando introduzir novos sistemas de segurança, mas ao mesmo tempo personalizar a experiência Google a cada utilizador, a empresa criou um ecossistema em loop entre os servidores e os dispositivos. E novos controlos parentais onde se incluem o tempo de utilização das aplicações são encontrados nos novos dispositivos da marca. Estas são algumas das diretrizes para o futuro dos produtos da empresa, ao mesmo tempo que foi feito um balanço da sua tecnologia ao longo do ano, nos diferentes dispositivos.

Nesse sentido, e sem mais rodeios, Rick Osterloh confirmou o lançamento de três novidades de uma vez: o Pixel 3, o novo tablet Pixel Slate e também o Google Home Hub, um ecrã único para controlar os dispositivos em casa.

Google Home imaginado de novo

Diya Jolly explicou como foi reimaginar o Google Home. O objetivo é que substitua o feedback em áudio por uma contextualização visual, através do novo monitor. Os clientes podem escolher entre quatro cores, para que melhor se adaptem aos locais da casa onde serão utilizados. O ecrã responde ao ambiente de iluminação da divisão, para que não exagere no brilho quando é ativado. O ambiente subtil de transição entre as cores e iluminação de acordo com a hora do dia é uma aposta da empresa.

Mark Spates exemplificou como utilizar o Google Home Hub. “Hey Google, good morning” e recebeu uma resposta do sistema de IA com imagens a falar da meteorologia, assim como sugestões de agenda para o dia.

Através da voz pode utilizar, por exemplo, o sistema como livro de culinária, para ajudar na cozinha a preparar as refeições. O Hub acompanha o utilizador dando as instruções passo a passo de como preparar a comida. Por outro lado, através de comandos de voz pode ativar a lista de reprodução no YouTube. Quando for lançado, o sistema vai oferecer uma subscrição premium do YouTube.

O Hub introduz ainda o Room View, que permite aceder a todos os dispositivos espalhados pela casa, desde o controlo das luzes, da música, a temperatura do ar condicionado, as câmaras de vigilância, etc. Tudo poderá ser controlado também através da App Home, promete a Google. “Se alguém tocar a campainha, durante o jantar, através do visor pode ver quem está à porta, e eventualmente abrir a porta, sem se levantar da mesa”.

Quando não está a ser utilizado, o Google Hub pode ser utilizado como moldura digital, acedendo ao Google Photos. O novo sistema Live Albuns consegue abrir fotografias das pessoas selecionadas, sendo atualizado em tempo real à medida que são capturadas fotografias. Poderá ainda utilizar o equipamento para partilhar fotografias entre a família. Através de machine learning, apenas as fotografias de grande qualidade são partilhadas, para evitar situações embaraçosas.

O preço oficial é de 149 dólares, estando disponível desde já para pré-encomenda e à venda a partir de 22 de outubro.

Pixel Slate: o tablet evoluído da Google

O lançamento do Pixel Slate marca a evolução dos portáteis da empresa, numa nova experiência. É uma combinação de um portátil, tablet e smartphone, pretendendo ser “leve, fino e bonito”, refere a empresa, com a sua cor Midnight Blue. Tem um 293 pp1 e 6MP, capaz de oferecer conteúdos em UltraHD.

A gigante tecnológica promete imagens cristalinas, seja a jogar, a ver filmes ou a ver fotografias, assim como um som de alto nível, graças aos dois altifalantes frontais. Tem camaras de 8MP na parte frontal e traseira, suportando o modo Portrait, e lentes com wide-angle.

A nova dashboard foi concebida para proporcionar uma experiência típica de um desktop, com o seu motor de pesquisa equipado com Machine Learning para sugerir as aplicações aos utilizadores. Poderá utilizar a voz para procurar restaurantes, espetáculos e outros. Também pode desligar as distrações e ativar as funcionalidades noturnas para uma navegação num ambiente mais acolhedor.

A acompanhar o tablet, o Pixel Slate Keyboard não necessita ser carregado: basta encostar ao ecrã, encaixando facilmente. Tem teclas com aros luminosos redondos, para que possa utilizar em locais escuros. Ao fechar, o teclado transforma-se numa capa protetora.

Segundo a empresa, a bateria do tablet aguenta 10 horas de utilização.

Pixel 3 e Pixel XL

Os dispositivos Pixel 3 e Pixel XL têm as mesmas especificações e têm três cores: branco, preto e “não-rosa”. Têm som 40% mais elevado e têm seis meses de subscrição YouTube Music.

A empresa destaca o “poder” das câmaras fotográficas, combinando o software com IA, tendo mesmo desafiado alguns fotógrafos a capturarem imagens para capas de revistas conceituadas. Tem um novo chip integrado para garantir imagens “perfeitas” através de IA, evitando a captura daquelas fotografias embaraçosas de olhos fechados ou poses menos “dignas”.

Uma das tecnologias é o Super Res Zoom, capaz de capturar fotografias em “burst”, permitindo escolher qual o melhor frame. O modo Night Sight é a resposta para os ambientes com redução de iluminação ou ambientes noturnos, com a empresa a garantir que os utilizadores nunca mais irão utilizar flash. Nesse sentido, foi comparada uma imagem de um ambiente mais escuro com um iPhone Xs Max, destacando-se (como seria de prever) o equipamento da Google.

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A câmara frontal consegue captar mais 184% de imagem. A funcionalidade Playground introduz efeitos e personagens renderizados em realidade aumentada nas cenas, para animar as fotografias ou filmagens. Os utilizadores podem, por exemplo, tirar fotos com os super-heróis da Marvel ou com o popular artista Childist Gambino.

A câmara consegue capturar fotografias automaticamente quando as pessoas sorriem, além de seguir sujeitos rápidos como os animais, para obter imagens sem estarem tremidas pelo movimento.

Virando o telemóvel com o ecrã para baixo ativa o modo “não incomodar” automaticamente.

O equipamento vem com uma base (dock station) com carregamento, transformando-se igualmente num assistente semelhante ao Google Home, “roubando” diversas funcionalidades do novo ecrã da empresa.

Os novos smartphones são lançados primeiro nos Estados Unidos, no dia 18 de outubro, seguindo-se um conjunto de países, deixando Portugal em "lista de espera". O seu preço base é de 799 dólares e a dockstation custa 79 dólares.

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