Esta terça-feira, juntaram-se 13 médicos de 13 países, que operaram em direto durante 24 horas e mostraram como estão a tirar partido do sistema de realidade mista da Microsoft, o headset Hololens 2, e de aplicações como o Microsoft Dynamics 365 Remote Assist, via Microsoft Teams.

O HoloLens permite ter acesso em direto a um conjunto de informações que antes não podiam trazer para a sala de operações, enquanto o Remote Assist abre portas a uma colaboração, também em direto, com outros especialistas e permite que o cirurgião fale com colegas durante o procedimento e partilhe o seu campo de visão.   

A experiência de 24 horas foi o culminar de um projeto de três meses que uniu médicos à volta do globo e assistiu desde um procedimento ao joelho nos Emirados Árabes Unidos, até uma substituição do ombro na África do Sul. 

O mentor da experiência foi o primeiro cirurgião a operar com HoloLens, um entusiasta da tecnologia que a vê como uma espécie de smartphone dos cirurgiões. “Percebi que podia usar os HoloLens como um smartphone ou computador, para recolher qualquer informação necessária durante uma cirurgia. Isto permite ao cirurgião ser mais rápido, mais eficiente e ter uma melhor performance”, ultrapassando as limitações do ambiente esterilizado de uma sala de operações, que não permite o toque em dispositivos, defende Thomas Gregory. 

A interação com o HoloLens é feita por gestos ou voz e permite aos cirurgiões converterem imagens de raio-x e outros exames do género em imagens holográficas tridimensionais da anatomia dos pacientes, durante a operação. 

As imagens tridimensionais podem ser vistas de diferentes ângulos e o sistema também pode ser usado para dar acesso aos registos clínicos do paciente, para consultar vídeos ou outras informações úteis para resolver a cirurgia, ou mesmo para estabelecer contacto com colegas e pedir uma opinião. Os médicos que participaram no projeto, e que a assinalar o fim da experiência integraram uma conferência online sobre o tema, também destacam o potencial da tecnologia na fase de treino e preparação dos procedimentos.   

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O sistema HoloLens foi lançado em 2016. A versão 2 chegou em novembro de 2019 e está equipada com hardware que permite mapear o ambiente envolvente e uma câmara de rastreio ocular para registar informação do espaço onde está e sobre o foco de atenção do utilizador. 

O Microsoft Dynamics 365 Remote Assist facilita a ligação do HoloLens a terceiros (via Teams), permitindo a colaboração entre utilizadores dispersos por diferentes pontos geográficos. 

Têm sido divulgadas outras experiências com o sistema na área da saúde, como esta em Londres, que decorreu ao longo de vários meses no ano passado e chegou também a diferentes domínios. 

Em Portugal, o HoloLens também está já a ser usado na área da saúde, mais concretamente na Fundação Champalimaud, que foi pioneira a nível mundial na utilização do sistema em cirurgias a pacientes com cancro de mama.

“Inovámos e desenvolvemos um método digital e não invasivo com recurso à Realidade Aumentada e às HoloLens para permitir que o cirurgião possa ver e localizar o tumor dentro do corpo da doente durante a cirurgia. Este método 100% digital e não invasivo pode num futuro breve substituir todas as técnicas invasivas usadas hoje em dia na localização dos tumores da mama, proporcionando maior conforto às mulheres”, explica Pedro Gouveia, investigador e cirurgião da Mama na Fundação, citado num comunicado entretanto divulgado pela Microsoft Portugal sobre a experiência.

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