Os projetos desenvolvidos em Aveiro não deixam dúvidas de que a unidade de I&D do grupo tem criatividade e inovação para “dar e vender” e que a tecnologia desenvolvida tem ganho espaço na Altice, e chegado ao mercado em produtos e serviços concretos, com capacidade de exportar inovação. Agora a expansão faz-se também dentro de Portugal, descentralizando para Viseu, Olhão e Madeira a capacidade de desenvolvimento, um projeto anunciado no final do ano passado.

"Em Janeiro de 2016 estávamos a fazer 2 projetos fora de Portugal, em 2017 já estávamos com 17 projetos e hoje temos 39 projetos [...] Temos superado expectativas e isto é o reconhecimento da engenharia portuguesa que está na Altice Labs, mas que está também nos nossos parceiros, universidades e empresas, e é liderança tecnológica. E essa é a característica que nos tem mantido nesta inovação", destacou Alcino Lavrador, diretor geral da Altice Labs.

Alcino Lavrador explica também que a sustentabilidade financeira é relevante nesta  visão e que as receitas aumentaram 41% nos últimos três anos, enquanto o EBITDA cresceu 67%. Neste momento 60% do negócio da Altice Labs já é feito em mercados internacionais.

Também Alexandre Fonseca, CEO da Altice Portugal, mostrou o seu orgulho no desenvolvimento feito na Altice Labs, reforçando a ideia de que a inovação está no ADN da empresa.

Altice Labs: "A componente de inovação está no nosso ADN"
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"Hoje estamos com 700 engenheiros que diariamente trabalham na área da inovação e que tocam 250 milhões de clientes", explica Alexandre Fonseca, que destaca que isto é essencial para posicionar Portugal no centro da tecnologia e das competências de tecnologia.

Para estimular a inovação a Altice lança também hoje o Altice Innovation Award, um prémio de âmbito internacional que abrange três países: Portugal, França e Israel. A primeira edição ficou restrita a Portugal e agora o prémio estende-se a outras geografias. O primeiro lugar da categoria Startups tem um prémio monetário de 50 mil euros e a possibilidade do lançamento de um piloto com o Grupo Altice e há ainda um prémio para a Academia que é destinado a finalistas de mestrado e doutoramento, com o primeiro lugar a conseguir um prémio de 25 mil euros.

Inovação com história

A história do Altice Labs começou como GECA – Grupo de Estudos de Comutação Automática, uma unidade de investigação criada em 1950, na cidade de Leiria, e a transferência para Aveiro só aconteceu em 1955. Mais tarde mudou de nome para CET – Centro de Estudos de Telecomunicações e depois para PT Inovação, mas o ADN manteve-se ligado à inovação e desenvolvimento de novos produtos para as empresas do grupo Portugal Telecom, assumindo também a capacidade de produtizar, e exportar, características que convenceram o Grupo Altice a centrar em Portugal a sua fábrica de inovação depois da compra da PT.

Em 2016, aquando da inauguração oficial da Altice Labs, havia projetos a decorrer mas muita da estratégia estava ainda no papel, e na cabeça de quem liderava o projeto, mas os últimos dois anos viram muitos deles concretizarem-se, solidificando também o papel da unidade de Aveiro dentro do Grupo. A Altice Labs ganhou projetos dentro do Grupo, solidificou a liderança em Portugal da rede de centros de inovação espalhados por vários países, e agora concretiza também a ambição de estender as competências a mais três pólos em Portugal, Viseu, Olhão e Madeira.

Dentro do ecossistema Altice há projetos nos EUA, França, Israel, República Dominicana e Martinica, mas a estes somam-se um projeto de grande dimensão na Índia e também na Rússia e Brasil, onde a tecnologia desenvolvida a partir dos laboratórios de Aveiro tem conquistado espaço em operadoras de telecomunicações.

Projetos em crescimento

As áreas relacionadas com redes, incluindo a evolução da fibra ótica, Cloud, Internet das Coisas, e Big Data estão no radar da inovação da Altice Labs, mas com os olhos postos na evolução da tecnologia de rede e de TI, onde o Grupo Altice também quer marcar posição.

Hoje a Altice Labs mostra vários projetos em desenvolvimento no Future Labs, um espaço inaugurado no ano passado e aberto à inovação.  O Avatar 3D, SIX - Altice Labs@UA e SmartAL são alguns dos exemplos, mas um dos destaque vai também para o Mobilizador 5G onde a Altice lidera um consórcio e tem vindo a ganhar consistência no desenvolvimento e validação da tecnologia de integração com a rede de rádio 5G que deverá arrancar até 2025.

Alcino Lavrador destaca a importância que o Future Labs tem como ferramenta de colaboração com várias entidades e de estimulo à criatividade dentro da Altice Labs. "É um espaço onde também aprendemos e não somos só nos a mostrar", refere.

Nota da Redação: a notícia foi atualizada durante a conferência que está a decorrer em Aveiro. Última atualização 13h15.

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