Há arte portuguesa a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês). O artista Alexandre Farto, também conhecido como Vhils, criou uma instalação que está no centro de investigação espacial desde o dia 2 de setembro.
“A partir de determinada altura tornou-se difícil que acontecesse, por causa de uma série de autorizações, mas acabou por suceder e foi uma surpresa”, disse Alexandre Farto ao jornal Público, que faz o relato da história.
A peça foi concebida para a cúpula da ISS, o melhor local da estrutura para ver o planeta Terra, e tem como objetivo projetar no rosto do astronauta dinarmaquês as 16 vezes em que o Sol nasce e se põe. Um vídeo da instação pode ser visto neste link.
“É uma peça efémera a cada segundo, porque o contexto vai-se sempre alterando. Pensei numa peça para o espaço da nave, mas que não se impusesse ao lugar”, detalhou ao jornal.
O projeto foi realizado em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês) e a escolha recaiu sobre o astronauta dinamarquês pois faz parte de um projeto de um outro artista português: o documentário-filme O sentido da Vida, do realizador Miguel Gonçalves Mendes.
O realizador desafiou Vhils a fazer diferentes intervenções artísticas de sete personalidades que participam no filme e cujas histórias ajudarão a contar de Giovanne, uma pessoa que tem a doença dos pezinhos e que parte numa viagem de autodescoberta.
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