NASA e ESA têm tudo a postos para realizarem o primeiro teste de defesa planetária contra asteroides em rota de colisão com a Terra, que sejam considerados perigosos.

Está planeado que a espaçonave Double Asteroid Redirection Test (DART) colidida com Dimorphos, o corpo celeste de menor dimensão no sistema binário composto também pelo asteroide Didymos, no próximo dia 26 de setembro.

Conduzida pelo Johns Hopkins Applied Physics Laboratory (APL), o centro de investigação da agência espacial norte-americana em Maryland, nos EUA, a aproximação acontecerá a cerca de 24.000 km/h, com o objetivo de alterar a trajetória do corpo celeste.

O que pode acontecer se um asteroide atingir a Terra? O tamanho importa, mas não só
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A colisão vai transferir a energia cinética da nave para a rocha, empurrando-a para mais perto de Didymos e mudando a velocidade da órbita do asteroide secundário em redor do principal em 1%. Recorde-se que os “alvos” desta experiência contam com dimensões de 780 metros de diâmetro, no caso do asteroide principal, e o secundário com 160 metros.

Embora este sistema binário não esteja em rota de colisão com a Terra, a missão é um teste para ver se a tecnologia de impacto cinético funciona para desviar quaisquer potenciais rochas espaciais que ameacem o planeta Terra.

Após a colisão planeada, os cientistas vão recorrer a telescópios para medir os seus efeitos, de modo a refinar a modelagem e as capacidades preditiva, para uma melhor preparação em caso de ameaça real de asteroide.

Daqui a dois anos vai ser a altura de lançar a missão Hera, aqui já sob a responsabilidade da ESA, que levará cerca de dois anos de viagem. A nave espacial da ESA chegará ao destino em 2026 para verificar a cratera do impacto resultante, medir a massa do asteroide e avaliar a sua composição e estrutura interna.

O “contributo” da agência espacial europeia na missão de defesa planetária conjunta com a NASA e o AIDA (Asteroid Impact Deflection Assessment) conta com a participação das portuguesas Efacec, GMV e Synopsis Planet, que serão responsáveis pelo desenvolvimento de alguns dos elementos fundamentais para o sucesso da missão, assim como com a participação de um professor e investigador da Universidade de Évora.

A DART foi lançada a 24 de novembro do ano passado, à “boleia” de um foguetão Falcon 9 da SpaceX, a partir da Califórnia, nos EUA.

Clique nas imagens para mais detalhes sobre a partida da missão DART para o Espaço

Após receber os primeiros sinais emitidos pela espaçonave, a equipa responsável pela missão iniciou o processo de orientar a nave para uma posição segura onde pudesse abrir os seus dois painéis solares, ambos com uma dimensão de mais de 8 metros, algo que aconteceu duas horas depois.

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