A superfície da Terra está mapeada e é conhecida de forma detalhada, embora também o fundo dos oceanos seja ainda em grande parte desconhecido. Mas também a parte de dentro do planeta é ainda um mistério. Como estão debaixo da crosta terrestre, o manto e núcleo só podem ser estudados com instrumentos de medida indireta.

A Agência Espacial Europeia acredita que um maior conhecimento dos sistemas da “Terra sólida” é essencial para decifrar as ligações entre o que ocorre no interior do planeta e os que estão perto da superfície.

São esses que geram atividade sísmica, como terramotos e erupções vulcânicas, a subida de montanhas e a localização de recursos naturais subterrâneos.

Novos resultados, baseados num paper divulgado pelo Geophysical Journal International e apresentado esta semana no Living Planet Symposium indica que os cientistas estão a usar a dados de satélites, combinado com informação sísmica, térmica e informação de rochas mas também anomalias na gravidade para produzir um modelo tridimensional da Terra, e já há dados para mostrar.

O 3D Earth vai permitir a análise da litosfera, a camada rígida exterior, e o manto que está por baixo, e perceber a ligação entre a estrutura da Terra e os processos dinâmicos no seu interior.

Este é apenas o primeiro passo do 3D Earth e o objetivo é lançar novos modelos em 2020. O projeto involve cientistas de nove institutos e seis países europeus e é financiado pela ESA.

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