Os eSports continuam a conquistar não só empresas, como equipas desportivas, do futebol ao basquetebol. Até a McLaren mergulhou nos desportos eletrónicos e no final de 2017 havia feito uma parceria com a Logitech para criar uma equipa de Fórmula 1 virtual, com Fernando Alonso a servir de mentor.

O fabricante de automóveis pretende agora expandir o programa Shadow Project para além dos simuladores automóveis, tais como iRacing e rFactor 2, introduzindo experiências arcade associados aos jogos de consolas e até de smartphones. Na calha estão Forza Motorsport 7 da Xbox One e Real Racing 3, um título mobile.

A razão desta expansão é que a marca não deseja ter na sua equipa apenas jogadores experientes e dedicados, os chamados “hardcore gamers”, mas também outros que mesmo sem terem jogado, podem tornar-se uma revelação.

A McLaren dá exemplos de como um cirurgião dinamarquês conseguiu chegar às finais sem nunca ter jogado um título de condução no PC ou consola, destacando-se pelos seus sentidos cognitivos afiados. Rudy Van Buren, um piloto de eSports que está agora na equipa de F1 de Fernando Alonso era, há um ano, um chefe de vendas, algures na Holanda. Venceu a competição em 2017 patrocinada pela McLaren, batendo cerca de 30 mil candidatos de 78 países, e até "saltou" para as corridas reais, debatendo-se bem no evento Race of Champions na Arabia Saudita, ficando à frente de vários pilotos profissionais.

Para além da Logitech, a Alienware e a HTC estão envolvidos no projeto, significando que a realidade virtual será igualmente contemplada no planeamento de eSports de 2018 da fabricante automóvel. Entre agosto e outubro começam os qualificadores, prevendo-se a final para janeiro de 2019 dos diversos títulos abrangidos, onde surgirá o próximo piloto da equipa de eSports. A entrada está aberta a todos os pilotos virtuais com mais de 18 anos.

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