Portugal viu a sua presença reforçada no projeto de arte da Google depois de o Museu do Caramulo ter-se juntado à iniciativa. As mais de 80 obras estão disponíveis de forma gratuita para consulta online desde o início do ano. Há pintura, escultura e campanhas de propaganda da Segunda Guerra Mundial.

As propagandas políticas que fazem parte da coleção de artes gráficas do museu constituem uma boa parte do espólio "emprestado" à Google. Mas do Caramulo também existem obras de autores como Amadeo de Souza-Cardoso, Pablo Picasso, Salvador Dali, Joan Miró e Marc de Chagall, todas disponíveis em imagens de alta resolução.

Em comunicado o diretor do museu português, Tiago Gouveia, revela que a aposta no digital é para continuar: "As plataformas tecnológicas e digitais têm sido uma prioridade pois são um enorme potenciador das nossas coleções, uma vez que podemos dar informação adicional sobre as peças expostas e mostrar uma parte do museu e das coleções que nem sempre é visível aos visitantes".

Mas existem outros motivos que levaram o Museu do Caramulo a juntar-se a esta iniciativa: "Estamos um pouco isolados geograficamente e este meio permite assim chegar a mais pessoas que de outra forma não nos conheceria", afirma Tiago Gouveia.

O Museu do Caramulo tem planos para continuar a aumentar o número de peças que tem na plataforma digital de cultura da tecnológica norte-americana.

Portugal conta neste momento com várias dezenas de peças no Google Art Project já tem o contributo do Museu Coleção Berardo e dos Palácio de Sintra e Palácio de Queluz.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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