O espaço da Zero Latency  só estreia no próximo dia 18 de dezembro e tem uma zona de jogo de 225 metros quadrados, onde os jogadores podem movimentar-se sem medo de obstáculos mas lutando em diferentes cenários virtuais e passando vários níveis do videojogo Zombie Survival. Para isso é preciso usar um equipamento especial, que consiste nuns óculos de realidade virtual baseados em OSVR, uma mochila que transportam às costas e que contém um computador AlienWare e armas simuladas impressas em 3D.

Portugal é o segundo país a abrir um espaço Zero Latency na Europa, logo a seguir a Espanha, onde a mesma empresa já tem a funcionar um centro em Madrid. Alberto Marcos, diretor de desenvolvimento do Zero Latency na Europa, explica em entrevista ao SAPO TEK que, depois de um debate interno sobre quais as melhores localizações na Europa, Portugal e Espanha foram identificados como "os destinos mais interessantes porque estes dois países estão a receber milhões de visitantes todos os anos". Depois de abrirem o centro em Madrid Lisboa era a localização certa por ser próximo e por poder explorar sinergias.

A ideia é conseguir ter em Portugal cerca de 25 mil jogadores no primeiro ano, mas a nível global a empresa já conta com mais de 200 mil jogadores, mais de 22,5 milhões de zombies mortos e 41 mil quilómetros percorridos pelos jogadores durante as sessões.

O projeto começou em Melbourne, na Austrália, em 2015, mas já há também espaços no Japão e nos Estados Unidos. O primeiro centro europeu abriu em Madrid em 2016, seguindo-se agora Portugal, mas o objetivo da empresa é chegar aos 16 centros Zero Latency espalhados por 8 países de 4 continentes já no final de 2018.

E este espaço só interessa aos gamers? Alberto Marcos admite que o perfil do utilizador do Zero Latency é bastante variado. "Vemos em Madrid que qualquer um pode tornar-se um jogador. É muito fácil o jogo (sem teclados e sem controladores) ", explica, referindo porém que a maioria dos jogadores tem entre 25 e 55 anos, mas que não há limite de idade e que ainda há algumas semanas um dos jogadores em Madrid era um senhor de 82 anos que estava a jogar o Zombie Survival. E mesmo na idade mínima a referência são os 13 anos, mas há alguma flexibilidade desde que possam suportar o peso da mochila e estejam em boa forma.

Cada sessão dura uma hora, embora o tempo de jogo seja de aproximadamente 30 minutos, e podem jogar até 6 pessoas em simultâneo, sem medo de se atropelarem, garante a empresa. O espaço é aberto e há alertas de proximidade que avisam de aproximação de outros jogadores ou de paredes.

Questionado pelo SAPO TEK sobre eventuais problemas de enjoo ou outras reações negativas a uma utilização de óculos de realidade virtual durante os 30 minutos, o responsável pelo projeto na Europa diz que ainda há muita discussão e que não há estudos ou análises claras que mostrem estes efeitos. "A realidade virtual por si não é má para a saúde, especialmente quando falamos de sessões como as que fazemos na Zero Latency. Claro que se estiver durante 8 horas com os óculos tenho a certeza que isso não será bom para os seus olhos... mas a TV também não", explica.

Para já o único jogo disponível é o Zombie Survival mas Alberto Marcos garante que "a lista que está planeada para 2018 é longa". Noutros centros internacionais a empresa tem outros títulos como o Outbreak, Origins, Singularity e o Engineering que também podem chegar a Portugal.

O custo de cada bilhete é de 24,95 euros e as entradas podem ser compradas no local ou online, no site do Zero Latency, escolhendo a data da sessão.

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