O satélite Gaia da Agência Espacial Europeia foi lançado ao espaço em 2013 com uma missão ambiciosa: passar o céu a “pente fino” da Via Láctea para registar o posicionamento, as distâncias e os movimentos das estrelas da nossa galáxia. O objetivo é criar o mais detalhado mapa galáctico da Via Láctea alguma vez feito, de forma a investigar o seu passado e projetar o futuro.
A ESA está a comemorar o feito da Gaia ter ultrapassado os 1,7 mil milhões de estrelas registadas, tendo produzido um vídeo com a animação de como o satélite executa os registos em forma de círculos, até ser desdobrado, revelando uma panorâmica da Via Láctea e até galáxias vizinhas.
O mapa mostra diferentes tons de iluminação que correspondem a observações feitas entre julho de 2014 e maio de 2016, partilhados na segunda coleta de dados de abril de 2018. A ESA explica que as áreas mais claras correspondem a estrelas mais brilhantes, enquanto as regiões mais negras são zonas com menor densidade estrelar.
O documento visa ainda agrupar clusters de estrelas ligadas entre si, pela sua gravidade mútua, assim como as galáxias vizinhas. No vídeo pode ainda observar dois objetos brilhantes no canto inferior direito, que são duas galáxias anãs, a Pequena e Larga Nuvem de Magalhães, em órbita da Via láctea.
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