Ainda não lançou comercialmente a primeira fase do projeto e já quase garantiu condições para avançar para uma segunda fase. A Satellite Vu assinou esta quarta-feira um acordo com um fabricante para preparar o lançamento de uma segunda constelação de satélites, em 2025.

A primeira deverá ser lançada no início do próximo ano, também com a Surrey Satellite Technology Limited, e integrar a tecnologia da empresa em sete satélites. Este segundo projeto deve envolver o lançamento de oito satélites.

A tecnologia desenvolvida pela Satellite Vu permite medir com maior frequência (várias vezes ao dia) e em condições mais precisas que outros sistemas usados para o mesmo efeito, as condições térmicas de qualquer estrutura terrestre. A empresa garante, no entanto, que estas imagens térmicas, com uma resolução de 3,5 metros por pixel, não conseguem distinguir indivíduos.

O que a tecnologia da startup britânica pretende é criar uma base de dados de informação térmica do planeta. A maior parte dos satélites em órbita está atenta àquilo que se passa no exterior dos edifícios e à superfície da Terra.

A tecnologia da Satellite Vu também vai servir para isso, os dados térmicos que vai recolher vão permitir por exemplo identificar zonas nas cidades com maiores concentrações de trânsito, mas vai igualmente recolher dados do interior dos edifícios.

Isso permitirá ver se um edifício está ocupado ou vazio, se uma fábrica está a desperdiçar calor, ou monitorizar se a água no subsolo, em determinada zona, está a aumentar ou diminuir, entre outras funções.

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Em declarações ao Techcrunch, o cofundador da empresa Anthony Baker, explicou na altura da última ronda de financiamento da empresa, que a “tecnologia será utilizada para monitorizar a pegada térmica dos edifícios, para obter dados e monitorizar a eficiência de atividades económicas, bem como para analisar a poluição de resíduos dos cursos de água e ajudar no socorro a catástrofes".

"Com infravermelhos, o que se vê durante o dia, pode-se ver durante a noite. E enquanto a maioria dos outros conjuntos de dados de observação da Terra estão a olhar para o exterior dos edifícios, podemos até obter uma inferência do que se passa no interior”, acrescentou Baker à BBC já esta semana.

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A Satellite Vu conseguiu já angariar 21 milhões de dólares, para financiar a sua primeira constelação de sete satélites, que deve ser lançada no próximo ano. Com clara aplicação em áreas tão diversas como a defesa, ou o combate às alterações climáticas, por empresas e entidades públicas, a expectativa em torno do projeto é grande.

A empresa tem testado a tecnologia em voos de alta altitude, usando o hardware para registar informação térmica das cidades sobrevoadas, experiências que têm tido tanto sucesso que estes voos já se tornaram regulares.

Esta semana decorre no Reino Unido o Farnborough Air Show, um dos mais importantes eventos do país na área da aviação, momento que tem sido aproveitado para vários anúncios importantes. O SAPO TeK já tinha dado nota também do financiamento de vários projetos que vão usar drones para tornar mais barato e mais eficiente a prestação de serviços críticos com a distribuição de correio ou medicamentos.

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