Já foram catalogados cerca de um milhão de asteroides no Sistema Solar, sendo a maioria deles localizada no cinturão entre Marte e Júpiter. Há uma classe de asteroides batizada de Atira, que estão confinados à órbita da Terra, num total de 21 “rochedos” documentados. Os astrónomos descobriram um novo asteroide com as mesmas características, com a particularidade de este estar “agarrado” à orbita de Vénus, levando os especialistas a batizá-lo como o primeiro Vatira, assinalando o “V” relativo ao planeta.

A descoberta, muito rara, confirma teorias de que poderia realmente existir asteroides na órbita de Vénus, mas era muito difícil observá-los devido à sua órbita muito perto do Sol. Apenas em curtas janelas de tempo era possível observá-los na escuridão do céu. A sua estabilização gravitacional relativa ao Sol também era necessário ter em conta.

O asteroide foi batizado de 2020 AV2 e foi descoberto no Instituto de tecnologia da Califórnia, nas instalações Zwick Transient Facility (ZTF). Outros observatórios espalhados pelo mundo confirmaram e ajudaram a mantê-lo sob olho dos astrónomos. Mas tal como afirma o diretor executivo do centro astronómico de Caltech, George Helou, este asteroide pode ter um destino fatal, despenhando-se em Vénus ou Mercúrio.

Este rochedo espacial terá entre 1-3 quilómetros de diâmetro e tem uma órbita de 15 graus relativo ao plano do Sistema Solar. A sua órbita dura 151 dias, mantendo-se no interior de Vénus, mas quando se aproxima do Sol, circula muito próximo da órbita de Mercúrio.

Os observadores não sabem se este primeiro Vatira é único ou se há mais asteroides a circular em torno de Vénus, mas a equipa da ZTF vai continuar à procura.

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