Uma equipa de cientistas internacionais revela que o característico aspecto do pólo norte de Marte, conhecido pelas suas formações em espiral, poderá ter sido o resultado de avalanches que ocorreram há milhões de anos. Os investigadores afirmam que a combinação de gelo e detritos terá viajado a uma velocidade de 80 metros por segundo. Estima-se que uma das maiores avalanches terá abrangido uma área de 104 quilómetros quadrados.

Os cientistas propõem a nova teoria que poderá explicar o aparecimento das “espirais” no pólo norte marciano num recém-publicado estudo na revista científica Planetary and Space Science. Os investigadores teorizam que, após as avalanches causadas pela queda de torres de gelo de grandes dimensões, chamadas maciços, as formações começaram a surgir devido à acumulação de detritos nas crateras.

As imagens demonstram duas crateras marcianas com formações em
créditos: NASA/Planetary and Space Science

Para chegar a uma conclusão a equipa liderada por Sergey Krasilnikov, investigador da Russian Academy of Sciences, utilizou dados recolhidos pela NASA, construindo diversos modelos 3D. Os cenários criados suportam a teoria de que uma acumulação excessiva de gelo nas encostas causou condições de instabilidade críticas, provocando avalanches e gerando, mais tarde, as formações do pólo norte marciano.

Ao website EOS, Mike Sori, um investigador da Universidade do Arizona que não esteve envolvido no estudo, indicou que a nova teoria poderá constituir uma boa explicação para o que se passou em Marte, no entanto, a equipa necessitará de aprofundar a sua pesquisa. Recorde-se de modo geral, a comunidade científica considera que as intrigantes formações marcianas são estruturas lineares que têm origem em glaciares compostos por dióxido de carbono que se “movem” lentamente.

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