Depois de terem alta de internamento, muitos doentes de COVID-19 precisam ainda de apoio e monitorização da doença, devido às sequelas deixadas pelo novo coronavírus que afeta a função cardíaca e respiratória. Por isso o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC) criou a Clínica pós Covid, e no âmbito dessa iniciativa surgiu a parceria com a Altice Portugal, recorrendo a uma solução de telemonitorização desenvolvida pela Altice Labs.

A solução SmartAL da Altice Portugal vai ser usada num projeto piloto de telemonitorização, dedicado a doentes com sequelas da COVID-19, uma iniciativa inovadora nesta área que garante uma experiência diferenciadora na área da monitorização remota, permitindo a doentes que foram infetados por SARS-CoV-2 a otimização de ganhos de saúde, promoção da reabilitação e devolução da sua autonomia. Na primeira fase serão acompanhados 10 doentes do CHULC, mas o número vai crescer gradualmente nas próximas semanas.

"Tivemos a necessidade de criar uma resposta a uma necessidade dos utentes [...] a parceria com a Altice vai permitir que as pessoas possam continuar a ser acompanhadas em suas casas", defendeu Rosa Matos, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC), durante a assinatura do protocolo com a Altice.

"Penso que este é o caminho do SNS, de criar condições para que cada vez mais as pessoas possam ser cuidadas nas suas casa e ambiente familiar e os nossos profissionais possam estar atento através da tecnologia", destacou Rosa Matos.

O projeto piloto de telemonitorização da Altice Portugal e do CHULC recorre ao ambiente assistido e um sistema focado na gestão da saúde e no apoio social, que agora é direcionado para as necessidades pós-COVID, mas que pode ser alargado a doentes de outras áreas.

"Este é um projeto diferenciador e de inovação e um primeiro passo para continuar a trabalhar com o  Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC)", sublinhou Alexandre Fonseca, presidente e CEO da Altice Portugal, que afirma que a parceria tem espaço para crescer e que a iniciativa de telemonitorização se pode alargar a outros centros hospitalares. O presidente e CEO da Altice Portugal lembrou ainda que a empresa tem desenvolvido vários projetos na área da Saúde, com os clientes públicos e privados, desde a telemedicina à telemonitorização e digitalização de processos.

"Neste projeto estamos a juntar  dois vectores, que fazem parte das sociedades modernas e da nossa estratégia, o da saúde e da tecnologia, mais relevante depois do que vivemos durante o último ano e meio", defendeu. "É evidente que a saúde e a tecnologia têm de estar associados, sabemos que o futuro passa cada vez mais por uma ligação produtiva entre os dois, com ganhos de eficiência, produtividade e da qualidade de vida das pessoas", referiu durante a apresentação do projeto piloto.

Acompanhamento à distância dos doentes em recuperação

A solução SmartAL foi desenvolvida pela Altice Labs e pensada para permitir o acompanhamento de doentes à distância, de forma permanente, com monitorização remota de sinais vitais e acompanhando o paciente na rotina de atividades diárias relacionadas com a saúde, o bem-estar e a segurança.

A plataforma possibilita a criação de planos de acompanhamento, automatização da monitorização do paciente e também deteção precoce de alterações no estado de saúde, o que permitirá uma intervenção rápida e atempada. Há uma aplicação Android através da qual pode ser feita a comunicação à distância para um acompanhamento contínuo, através de vídeo consultas ou envio de alertas e notificações.

(em atualização)

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