É inaugurado esta terça-feira um novo laboratório de investigação em robótica na Unicorn Factory do Beato, apresentado como o primeiro projeto científico da Unicorn Factory. A iniciativa junta o Instituto Superior Técnico e a Carnegie Mellon University, que levam para este novo espaço o Interactive Tecnologies Institute (ITI).

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Fundação Santander e a Feedzai, o ITI existe já desde 2010, no âmbito da parceria com aquela universidade norte-americana. Terá agora uma nova casa, que vai acolher cerca de 90 alunos de doutoramento e 80 de mestrado, que vão estar dedicados à investigação e desenvolvimento de sistemas de interação entre pessoas e tecnologias digitais, que sejam sustentáveis e equilibrados.

“O ITI é uma unidade de investigação única no panorama português combinando tecnologia, design e as artes. Esta combinação é perfeita para dinamizar o projeto que a Câmara Municipal de Lisboa tem para a Unicorn Factory”, acredita Nuno Jardim, responsável do ITI.

Para o mesmo responsável, esta é uma via de “aumentar a pool de talento para as áreas do digital", replicando em Lisboa o exemplo desta área interdisciplinar onde a nossa instituição mentora de Carnegie Mellon foi pioneira”.

A parceria entre a Unicorn Factory e o IST, que permitiu mudar a “casa” do ITI para a Fábrica de Unicórnios da cidade de Lisboa, não vai ficar restrita ao hub do Beato. O objetivo é expandir esta colaboração a outras geografias da cidade, através de espaços temáticas dedicados a tecnologias e comunidades de empreendedores focadas em indústrias específicas.

O primeiro destes espaços é inaugurado já na quarta-feira, 18 de outubro, e vai fixar-se no Arco do Cego, onde vai nascer o novo Innovation District, que agrega dois projetos: o Técnico Innovation Center by IST e o WELLTECH Hub by Unicorn Factory.

Este WELLTECH Hub vai juntar empreendedores, investidores, investigadores, grandes empresas e especialistas nas áreas do bem-estar, saúde mental, nutrição e desporto, num espaço de 700m2, que estará pronto no primeiro semestre de 2024, revelam os promotores.

Os hubs temáticos são o próximo grande passo estratégico da Unicorn Factory, para trazer maior especialização e capacidade competitiva à capital portuguesa, enquanto centro europeu de empreendedorismo.

“A missão da Unicorn Factory é produzir inovação disruptiva que crie empregos e gere valor para a cidade, especialmente para os jovens”, sublinha Carlos Moedas, presidente da CML.

“Para isso, temos de saber aproximar o empreendedorismo da atividade científica para conseguir construir negócios que possam escalar de Lisboa para o mundo”, acrescenta o responsável, referindo que a parceria com o IST, tanto no Beato como no Arco do Cego, tem precisamente como objetivo fazer esta ligação entre cientistas e empreendedores.

A Unicorn Factory já atraiu 54 empresas tecnológicas para Lisboa, das quais 12 são empresas “unicórnio” que, em conjunto, anunciaram mais de 8000 postos de trabalho na cidade, segundo números oficiais. Já este ano, a Fábrica de Unicórnios de Lisboa lançou oito grandes programas de aceleração em várias áreas, incluindo na saúde, energias renováveis, turismo e educação. O mais conhecido – Scale Up Program by UFL, segue já para a terceira edição em menos de um ano e tem candidaturas a decorrer.

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