A Terra continua a aquecer e o passado mês de outubro foi o segundo mais quente alguma vez registado, com uma média de 14,9 graus celsius. E apesar de 2019 ainda não ter terminado, a situação também não é favorável, visto que o período entre janeiro e outubro é já o segundo mais quente alguma vez registado. Os dados são do National Oceanic and Atmospheric Administration, do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, publicados esta segunda-feira.

A temperatura média global da superfície terrestre e dos oceanos neste mês de outubro foi 0,98 graus celsius acima da média do século XX e a segunda temperatura mais alta num mês de outubro alguma vez registada. No terceiro mês mais quente da Europa, este número não ultrapassou o atual recorde por apenas 0,06 graus celsius, numa altura em que os 10 meses de outubro têm vindo a acontecer desde 2013, com um aumento notório de temperatura desde 2015.

Europa, África, Oceânia, Caraíbas e região das Ilhas Havaianas registaram temperaturas que se classificam entre as três mais altas já registadas em outubro

Para além disso, os dados demonstram ainda que o período entre janeiro e outubro foi o segundo mais quente alguma vez registado, com 0,94 graus celsius de diferença em relação ao atual recorde, que data de 2016.

Outro dado alarmante prende-se com a cobertura de gelo marinho do Ártico, a menor alguma vez registado em outubro e 32,2% abaixo da média de 1981 a 2010. As 10 mais pequenas têm vindo a ser registadas desde 2007.

Ainda em junho a NASA e o Copernicus Climate Change confirmaram que o mês de junho foi o mais quente de sempre desde que há informação. Segundo os dados revelados pela NASA, a temperatura global média subiu quase um grau celsius (mais precisamente 0,93) acima da média registada no mês de junho, que é baseada em dados registados de 1951 a 1980.

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