Saturno é um dos planetas mais icónicos do nosso Sistema Solar devido aos seus anéis. Uma nova investigação deu origem a uma nova teoria sobre a formação dos anéis, estimando que estes tenham cerca de 100 milhões de anos e são compostos por pedaços de gelo. Um grupo de investigadores publicou um estudo na Science referindo que os anéis tiveram origem numa lua de gelo extinta, destruída pelo próprio campo gravitacional de Saturno, o qual recebeu o nome de Chrysalis.

Um dos mistérios de Saturno diz respeito à sua inclinação num ângulo de 26,7 graus do plano da sua órbita. Não a inclinação em si, mas os mecanismos que causaram essa inclinação. A lua Chrysalis poderá ser a explicação para essa inclinação, quando comparada com a relação do seu outro satélite natural Titan. Esta lua continua a afastar-se do planeta em cerca de 11 centímetros por ano, mais do dobro da Lua em relação à Terra.

Em explicação ao Gizmodo, o professor de ciências planetárias do MIT, Jack Wisdom, disse que Saturno e o seu vizinho distante Neptuno estiveram a dado ponto muito próximos ou ressonante. Esta ressonância, juntamente com o afastamento da lua Titan de Saturno, pode ser a explicação para a inclinação do planeta.

Jack Wisdom avançou propôs como explicação dos anéis a presença da lua Chrysalis, que acabou afetada pela migração orbital da sua irmã Titan. As simulações numéricas apresentadas pelo académico sugerem que a perturbação afetou a Chrysalis, fazendo-a aproximar-se do planeta, acabando por ser destruída pelas forças da gravidade, formando-se assim os conhecidos anéis. Esta explicação pretende resolver os diferentes mistérios de Saturno, incluindo a inclinação, as órbitas das outras luas, assim como a consistência da idade medida e a massa dos anéis.

O estudo refere que a lua Chrysalis existia entre as órbitas de Titan e Iapetus. O investigador Luke Dones, do Planetary Science Directorate no Colorado concorda que haja espaço suficiente entre Iapetus e Titan para outra lua, mas não existem provas de que Chrysalis tenha existido. Salienta que será necessitado mais investigação para além das simulações.

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